Resumo rápido: Coronel Reginaldo Abreu de Azevedo foi condenado a 15 anos pelo STF por participação na trama golpista; mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes; foragido desde 10 de abril e morando nos EUA desde 2023. A Fundação Habitacional do Exército cobra cerca de R$ 39 mil em dívida de empréstimo de ~R$ 60 mil, com pagamentos interrompidos desde julho do ano passado.
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Brasília, DF – O coronel Reginaldo Abreu de Azevedo, reformado do Exército, foi condenado a 15 anos de prisão pela Primeira Turma do STF por participação na trama golpista. O ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão contra o militar, que é considerado foragido desde o dia 10 de abril. Reginaldo reside nos Estados Unidos desde 2023.

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A ação que envolve Reginaldo trata de uma dívida da Fundação Habitacional do Exército (FHE). A instituição moveu ação para cobrar aproximadamente R$ 39 mil referentes a um empréstimo de cerca de R$ 60 mil contratado em maio de 2023. Do montante, o militar recebeu cerca de R$ 31 mil, com parte destinada a quitar uma dívida anterior de R$ 28,5 mil com a fundação. O contrato previa parcelas mensais de cerca de R$ 1,5 mil.
O militar quitou os pagamentos por aproximadamente dois anos, mas deixou de pagar as parcelas em julho do ano passado. Com a atualização do débito, a dívida alcançou R$ 39,9 mil em fevereiro deste ano. A cobrança envolve a instituição ligada ao Exército, e a Advocacia de Reginaldo sustenta que o atraso decorre de fatores alheios à sua vontade.
Intimações frustradas: oficiais de Justiça chegaram a tentar intimar o militar para o pagamento, mas Reginaldo não foi localizado em endereços na Capital Federal. Em uma diligência em Águas Claras, ele foi informado de que o coronel havia vendido o imóvel em 2020.
Reginaldo integrou o núcleo 4 da trama golpista e foi condenado pela Primeira Turma do STF a 15 anos de prisão.
O coronel é considerado foragido desde 10 de abril, quando a Polícia Federal e o Exército cumpriram ordens de Moraes para prender condenados da trama golpista. O militar não foi localizado para o cumprimento do mandado.
Em nota, assinada pelos advogados Helder Lúcio Rego e Diego Ricardo Marques, a defesa afirmou que Reginaldo deixou de pagar as parcelas após Moraes determinar a suspensão do salário que ele recebia do Exército. A interrupção dos pagamentos, portanto, decorre de fato alheio à sua vontade. A defesa diz que está analisando os valores cobrados e avaliará as medidas cabíveis, inclusive para afastar cobranças indevidas e apurar possíveis erros de procedimento.
A reportagem baseia-se em dados do STF, da Polícia Federal, do Exército e da defesa do coronel, conforme documentos apresentados pela defesa e registros oficiais, mantendo a linha de transparência jornalística prevista pelo PrimeiroJornal.
Resumo – Núcleo 4 foi condenado pela Justiça por disseminar informações falsas sobre urnas eletrônicas, promover ataques virtuais e apoiar atos golpistas para manter Jair Bolsonaro no poder, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, no Brasil. A acusação cita uso de estruturas da ABIN e participação em organização criminosa armada. A defesa afirma que o Coronel Reginaldo não reconhece a dívida e que a suspensão de vencimentos decorre de decisão judicial, com avaliação de medidas cabíveis para corrigir cobranças indevidas.
A Justiça condenou integrantes do Núcleo 4 por envolvimento em um esquema de desinformação sobre urnas eletrônicas, conforme a acusação, e por promover ataques virtuais contra autoridades. As ações teriam sido parte de uma estratégia para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, ocorridas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Descrição das acusações – O grupo é apontado como responsável por produzir notícias falsas sobre o sistema eleitoral e por participar de ataques digitais, além de apoiar a participação de bolsonaristas nos protestos que ocorreram no final de 2022 e início de 2023. Também é citada a suposta utilização da estrutura da ABIN para práticas criminosas, com alguns réus ocupando cargos no órgão à época.
Condenação e penas – A acusação detalha que os condenados enfrentam crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Nota da defesa – A defesa aponta que o Coronel Reginaldo não reconhece a dívida nos moldes apresentados. A interrupção dos pagamentos, segundo a defesa, decorre de fato alheio à sua vontade, e a suspensão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa afirma que analisa as cobranças e estudará medidas cabíveis para afastar cobranças indevidas e apurar possíveis erros de procedimento.
