CPI da Saúde investiga Teixeira de Freitas e sindicância envolve R$ 200 milhões

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Crise na saúde de Teixeira de Freitas envolve contrato de quase R$ 200 milhões com o Instituto SETES, sob escrutínio da CPI da Saúde na Câmara Municipal. Ex-secretária Sloane Gomes Ferreira do Carmo acusa irregularidades técnicas e pressão para assinatura, prevista para 10 de outubro. Sindicância da prefeitura investiga empréstimo de medicamentos ao Medkar Farma; defesa afirma devolução integral de insumos.

Teixeira de Freitas enfrenta uma crise na gestão da saúde pública, marcada por um acalorado embate entre a cúpula do Executivo e ex-gestores da pasta. No centro do atrito está um contrato de quase R$ 200 milhões assinado com o Instituto SETES, agora alvo de escrutínio pela CPI da Saúde da Câmara Municipal. O depoimento da ex-secretária Sloane Gomes Ferreira do Carmo não apenas expôs detalhes do acordo, como acionou uma série de desdobramentos — entre eles a suspeita de pressão para manter o processo em frente e a fixação de data para a assinatura, em 10 de outubro.

A exoneração da secretária ocorreu na terça-feira subsequente a uma dessas sessões de confronto. A defesa atribui o episódio a uma retaliação institucional, enquanto a administração municipal sustenta que houve avaliação de aspectos técnicos e legais do contrato com o SETES. Sloane relatou aos vereadores falhas técnicas no acordo e destacou riscos jurídicos que, segundo ela, poderiam afetar o CPF do prefeito e da gestão.

Paralelamente, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) abriu a Sindicância n° 14/2026 para apurar o empréstimo de medicamentos do estoque público a uma empresa ligada ao SETES, a Medkar Farma. Enquanto a administração classifica a apuração como rotina de patrimônio, documentos de movimentação farmacêutica apresentados pela defesa sugerem detalhes relevantes sobre as operações.

Em outra linha de investigação, o Termo de Entrega n° 190/2025 registra o empréstimo de insumos críticos para manter o atendimento nas unidades geridas pelo SETES. A defesa de Sloane apresentou evidências de que os medicamentos teriam sido devolvidos ao almoxarifado central, o que, segundo os juristas, desmonta alegações de desabastecimento.

A situação abre espaço para novos desdobramentos sobre a condução da saúde pública em Teixeira de Freitas. O processo está em tramitação, com a CPI e a PGM avaliando aspectos técnicos, legais e políticos do acordo com o SETES e das apurações de movimentação de insumos.

Resumo jornalístico

  • Teixeira de Freitas: CPI da Saúde analisa o Termo de Entrega de Empréstimo nº 190/2025, emitido em 5 de novembro de 2025, destinado à empresa Medkar.
  • Medicamentos listados: dobutamina, escopolamina + dipirona, gluconato de cálcio, piperacilina + tazobactam, atracúrio.
  • A apuração questiona se houve dano ao erário e por que abrir o procedimento meses após o fato, ainda após depoimento na CPI.
  • Envolvimento de autoridades como o procurador-geral Leandro Saboia Laudano Santos e menção a acordos legais em Almadina/BA. Fonte: Liberdadenews (parceira do PrimeiroJornal).

Teixeira de Freitas, BA — A CPI da Saúde do município analisa o Termo de Entrega de Empréstimo nº 190/2025, datado de 5 de novembro de 2025, emitido pelo Almoxarifado Central da Saúde da Prefeitura de Teixeira de Freitas e destinado à empresa identificada como Medkar. O documento descreve a entrega de medicamentos, entre eles 240 unidades de dobutamina, 220 unidades de escopolamina + dipirona, 200 unidades de gluconato de cálcio, 100 unidades de piperacilina + tazobactam e 75 unidades de atracúrio.

A presença desses registros de devolução levanta o questionamento central da apuração: se não houve prejuízo ao erário e a operação visava manter o atendimento do SUS, qual seria a motivação para abrir o procedimento meses depois do fato e logo após depoimento bombástico na CPI?

A controvérsia ganha contornos éticos pela atuação de autoridades como o procurador-geral Leandro Saboia Laudano Santos, apontado como uma das figuras mais influentes do governo Belitardo, que assinou uma portaria contra Sloane. Laudano teria, ainda, celebrado em julho de 2026 um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Justiça Federal, após confessar envolvimento em irregularidades com recursos federais no município de Almadina/BA.

Com quase R$ 200 milhões em recursos municipais em jogo, a CPI da Saúde de Teixeira de Freitas indica que o episódio pode refletir não apenas irregularidades pontuais, mas um padrão de gestão que, segundo depoimentos, priorizou a celeridade contratual em detrimento da segurança técnica e do bem-estar da população. A sindicância envolvendo Sloane Gomes é apresentada como parte de um contexto político que a Câmara Municipal precisa esclarecer.

Fonte: Liberdadenews (parceira do PrimeiroJornal).

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