Resumo: Petrobras anuncia descoberta de petróleo no poço Morpho, na foz do Amazonas, margem equatorial brasileira, com avaliação de volume a definir. Lula classifica a descoberta como “passaporte para o futuro” do país; Magda Chambriard aponta otimismo; evento ocorreu em Oiapoque, Amapá, em 17.
Palavras-chave: Morpho, Foz do Amazonas, petróleo, Amapá, Lula, Petrobras, tecnologia, meio ambiente.
Oiapoque, Amapá — A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na bacia da foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, durante visita ao navio-sonda com a presença do presidente Lula e da presidente da estatal Magda Chambriard.
Magda Chambriard disse estar “extremamente otimista” com os resultados da perfuração no Morpho, ressaltando que a operação ocorre na região da Foz do Amazonas.
Lula, ao comentar a oportunidade, afirmou que “isso aqui pode se chamar passaporte para o futuro desse país” e articulou a ideia de manter a luta pela transição longe do combustível fóssil, destacando a busca por inovação tecnológica.
Segundo Magda, a perfuração deve ser concluída em cerca de 15 dias. Após essa etapa, a próxima fase envolverá delimitar a extensão da descoberta e o volume recuperável do reservatório.
Lula elogiou a qualidade do petróleo encontrado, descrevendo-o como de alta qualidade e leve; citou ainda que “esse parecia que já estava refinado, de tão leve”, enfatizando o potencial econômico da nova fronteira.
O presidente ressaltou a importância de tecnologia de ponta para evitar desastres ambientais, citando um equipamento do tamanho de um prédio de seis andares capaz de fechar o poço imediatamente em caso de vazamento, como aconteceu no Golfo do México.
Durante a visita, Lula foi acompanhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que disse ter sonhado, como amapense, com o navio-sonda e contou que Lula defendeu o projeto por três anos e meio.
Alcolumbre agradeceu a atuação presidencial e informou que encaminhou às comissões três projetos de importância vital para o Brasil, incluindo o fim da escala 6×1, destacando o respaldo ao governo.
