Rio de Janeiro – ANAC suspende quatro empresas de voos panorâmicos na cidade; fiscalização aponta irregularidades em parte das empresas autorizadas (12 ao todo) e em aeronaves (46 cadastradas). Prefeitura e ANAC reforçam parceria para regulamentar a atividade e reduzir riscos após acidentes com helicópteros. Entre 18 aeronaves inspecionadas, nove tiveram suspensão.
Rio de Janeiro – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) suspendeu quatro empresas de voos panorâmicos que operavam na cidade. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (18) em entrevista coletiva na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura, situada na região central da capital fluminense.

Crédito: Agência Brasil
Conforme apresentado pela ANAC, atualmente 12 empresas estão autorizadas a oferecer voos panorâmicos na cidade, com 46 aeronaves cadastradas. Ao todo, 9 dessas empresas foram fiscalizadas, e quatro tiveram seus serviços suspensos. Entre as 46 aeronaves, 18 passaram por fiscalização e nove foram suspensas. As ações incluem auditorias no Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e a verificação de procedimentos operacionais, bem como vistorias e inspeções técnicas nas aeronaves.
As fiscalizações ganharam impulso após um pedido da prefeitura do Rio, motivado pelos acidentes com helicópteros na cidade nos últimos meses. “Estamos falando de 50% até hoje das atividades de voos panorâmicos do Rio de Janeiro que estão com algum tipo de irregularidade. Esse é um número preocupante e altíssimo”, apontou o Tiago Chagas Faierstein, diretor-presidente da ANAC, durante a coletiva ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere.
Integração – A prefeitura do Rio e a ANAC realizam um trabalho conjunto para organizar o uso de helicópteros em voos panorâmicos na cidade. O acerto é resultado de um pedido da administração municipal após acidentes com esse tipo de aeronave. “Desde janeiro, infelizmente perdemos 13 vidas aqui na cidade do Rio de Janeiro envolvendo acidentes aeronáreos com helicópteros, que obviamente despertam alerta e chamam atenção”, afirmou o prefeito. “As fiscalizações reforçam o compromisso da ANAC com a segurança dos passageiros e a regularidade das operações de voo”, completou Faierstein.
A administração municipal e a ANAC continuam trabalhando em conjunto para reduzir os riscos nos voos panorâmicos, que têm ganhado demanda com o crescimento do fluxo turístico na cidade, conforme observou o prefeito. “Com muito orgulho temos aeroportos sólidos, com volume grande de voos. A gente tem recebido cada vez mais turistas”, transferiu o tom das ações para o contexto de incentivo ao turismo com maior segurança.
Fonte: Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal. Conforme informações obtidas junto à Agência Brasil, veículo da rede de comunicação que integra o material utilizado para a produção desta matéria.
Resumo — A Anac intensifica a fiscalização de voos panorâmicos no Rio de Janeiro, abrangendo empresas, helicópteros e manutenção. A plataforma Voe Seguro permite verificar autorização, e a revisão do RBAC 136 visa elevar padrões de segurança. Participação pública é incentivada.
Palavras-chave: Anac, RBAC 136, voos panorâmicos, Rio de Janeiro, Voe Seguro
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou recentemente que vai intensificar a fiscalização de voos panorâmicos no Rio de Janeiro, envolvendo empresas operadoras, helicópteros e atividades de manutenção, segundo declarações da própria entidade.
O diretor-presidente Faierstein afirmou que a agência tem o compromisso de fiscalizar de forma constante as empresas e os helicópteros que atuam nessa modalidade, com ações descritas como sigilosas e fundamentadas em trabalho de inteligência.
“As ações vão continuar acontecendo até que se fiscalize todas as operações de maneira frequente e permanente”, disse, acrescentando que a Anac também irá apurar operações de táxi-aéreo e de manutenção no estado.
Ele ressaltou que existem empresas sérias que cumprem os regulamentos e operam com autorização adequada, mas destacou que o objetivo é combater quem atua de forma irregular.
Faierstein reconheceu que a agência não tem condições de fiscalizar todas as empresas e voos panorâmicos no país sozinha, sendo necessária a participação de quem atua no setor. “A aviação é composta de camadas — piloto, empresa, órgão regulador e fornecedores. Quando todas funcionam juntas, a segurança é maior”, afirmou.
O dirigente chamou atenção para a participação dos usuários. “As pessoas podem denunciar o que está acontecendo. Temos a plataforma Voe Seguro, onde é possível digitar o prefixo da aeronave e verificar se está autorizado para a atividade. Precisamos que as pessoas consultem”, enfatizou.
Revisão regulatória
Faierstein anunciou que a Anac vai revisar o RBAC 136, regulamento que foca as operações de voos panorâmicos, com o objetivo de aprimorar os requisitos de segurança.
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Crédito: Fabio Motta/ Prefeitura do Rio
Rio de Janeiro: acidente de helicóptero na Floresta da Tijuca deixou três turistas chilenos e o piloto mortos; prefeitura suspende operações no heliponto da Lagoa; cinco empresas com autorização RBAC 136 foram identificadas por não cumprir regras de partida/retorno, com suspensão publicada no Diário Oficial. Palavras-chave: helicópteros, Lagoa, Tijuca, RBAC 136, voo panorâmico.
Rio de Janeiro, 8 de agosto — após o acidente com um helicóptero que caiu na Floresta da Tijuca, resultando na morte de três turistas chilenas e do piloto, a prefeitura suspendeu o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voo panorâmico.
Segundo o secretário municipal da Casa Civil, Leandro Matieli, a administração identificou cinco empresas com autorização RBAC 136 — exclusiva para voos panorâmicos — que não obedeciam ao regulamento de partir e retornar a partir do mesmo ponto, o que motivou a suspensão.
“Identificamos a possibilidade de essas empresas estarem burlando a norma e utilizando o próprio heliponto da Lagoa para desembarque de passageiros. A partir do momento que identificamos isso, foi informado às empresas, e no Diário Oficial de segunda-feira suspendemos a operação nesse heliponto. Desde o início da semana, essas cinco empresas estão proibidas de operar no heliponto da Lagoa”, disse.
Além do acidente na Tijuca, o dia 14 de junho registrou outra colisão entre duas aeronaves no Recreio dos Bandeirantes, bairro localizado na zona oeste do Rio de Janeiro, que deixou seis mortos.
A atuação de fiscalização justifica-se pela identificação de irregularidades em operações de voos panorâmicos. A prefeitura afirmou que a medida de suspensão permanece em vigor enquanto os regulamentos são verificados e as devidas autorizações são reavaliadas.
