Em São Paulo e no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (18/8), a Operação Sinon contra um delegado da PF, visando esclarecer vazamento de informações sigilosas. A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão e envolve bloqueio de bens; a ordem foi expedida pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília (SP). Investigações apontam uso de acessos institucionais desde 2023 para consultas direcionadas, com possível repasse de dados a investigados. Crimes investigados: violação de sigilo, corrupção e obstrução.
Em São Paulo e no Rio Grande do Sul, a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Sinon, que mira um delegado da PF suspeito de vazamento de informações sigilosas de diligências em troca de vantagens financeiras. A ação cumpre oito mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, determinadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília (SP).
As apurações indicam que, desde 2023, o delegado teria utilizado a função e o acesso a sistemas da instituição para realizar consultas direcionadas a pessoas e a procedimentos sob investigação, o que poderia favorecer investigados.
As informações obtidas teriam sido repassadas a investigados, o que permitiria a adoção de medidas para dificultar ou frustrar diligências policiais.
Além disso, a operação prevê bloqueio e sequestro de bens e determinou medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos recursos tecnológicos da PF.
Crimes em apuração: violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço à investigação de organização criminosa.
As investigações seguem para identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e dimensionar os danos provocados às investigações policiais.
