PF aponta que não cabe apontar crime ao jornalista investigado a pedido de Moraes

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: PF aponta ausência de indícios de violação de sigilo por Luís Pablo; não é possível confirmar que repasses financeiros financiaram matérias contra Flávio Dino. Transferência de R$ 100 mil é ligada à compra de imóvel rural, mas sem relação comprovada com conteúdo jornalístico. Investigações seguem, em meio a denúncias sobre veículos oficiais.

Palavras-chave: Polícia Federal, Luís Pablo, Flávio Dino, STF, CNN, Maranhão, sigilo funcional.

Maranhão — Um relatório da Polícia Federal (PF), divulgado pela CNN nesta quarta-feira (19), concluiu não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional cometidos pelo jornalista Luís Pablo. O documento também aponta que não é possível afirmar com máxima certeza que o repasse financeiro tenha servido para publicar matérias desfavoráveis ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o relatório, investigadores identificaram uma transferência de R$ 100 mil para Luís Pablo, repassada por meio de terceiros, valor que posteriormente foi utilizado na aquisição de um imóvel rural avaliado em R$ 461 mil. Contudo, a PF pondera que a análise atual não permite vincular esse dinheiro à produção de conteúdo jornalístico.

O documento ainda cita que não é cabível apontar com máxima certeza que o montante tenha sido destinado a matérias jornalísticas ou a ganhos vinculados a esse tema, mantendo cautela sobre as conclusões.

Diante das lacunas quanto à motivação do depósito, a PF informou que ampliará a análise dos dados e mídias apreendidas para esclarecer o caso.

A PF nega a alegação de perseguição à imprensa, destacando a proteção à liberdade de imprensa. O jornalista Luís Pablo negou as acusações.

A apuração teve início após matérias do jornalista denunciarem o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares de Dino no Maranhão. A PF explicou que a consulta e o repasse de dados sigilosos por parte de servidores poderiam caracterizar violação de sigilo funcional.

Em desdobramentos revelados pela CNN na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes autorizou mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e Diogo Diniz Lima, advogado e ex-secretário municipal de São Luís. Ambos são apontados pela PF como possíveis fontes do jornalista.

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