Move Brasil amplia financiamento para veículos novos, elevando o teto de 150 mil para 200 mil e incluindo modelos híbridos. O programa prevê crédito de até 30 bilhões de reais para motoristas de aplicativos e taxistas, com maior participação de bancos públicos e revisão de atuação dos privados. Dados de Fenabrave (2025) e PBEV (2026) embasam as mudanças. Fonte: Repórter Brasil/TV Brasil.
O Move Brasil ampliou o teto de financiamento para veículos novos e expandiu a lista de modelos híbridos elegíveis, conforme portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União. O valor máximo do veículo passou de 150 mil para 200 mil reais, ampliando as opções para motoristas de aplicativo e taxistas credenciados no programa.
Crédito: Agência Brasil/EBC
Crédito: Agência Brasil/EBC
O governo aponta que, com o aumento do teto, a participação econômica do Move Brasil deve alcançar cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, ante 63% antes da mudança, segundo estimativas com base em dados de emplacamentos da Fenabrave em 2025.
Na prática, a medida amplia a variedade de veículos acessíveis aos beneficiários, incluindo modelos de categorias superiores de conforto.
A lista de veículos híbridos aptos a participar do programa foi ampliada, incluindo modelos que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina e híbrido de álcool e gasolina. A adoção mantém os critérios de sustentabilidade e eficiência energética estabelecidos pelo Move Brasil.
Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026 apontam que veículos híbridos apresentam, em média, cerca de 24% redução no consumo de energia frente a versões convencionais equivalentes.
Crédito de até R$ 30 bilhões — Em vigor desde 27 de julho, o Move Brasil prevê reservar até 30 bilhões de reais em crédito para aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A ampliação ocorre enquanto o governo avalia mudanças para ampliar a participação de bancos privados nas operações de financiamento.
Na noite de quarta-feira (19), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a equipe econômica estudava alterações para aumentar o interesse de instituições privadas, embora bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já demonstrem maior disposição para conceder financiamentos; entidades privadas apresentam participação menor, mesmo com a garantia do governo, segundo Durigan.
Com o novo teto de R$ 200 mil e a ampliação das categorias de híbridos, o governo busca ampliar as opções disponíveis aos motoristas, ao mesmo tempo em que trabalha para elevar a participação das instituições privadas no programa.
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