Polícia prende 11 suspeitos de grupo que furtava gado no Extremo Sul da Bahia. Ação, com 13 mandados de busca e apreensão, ocorreu em Porto Seguro (Arraial d’Ajuda e Trancoso) na manhã de terça-feira (25). Grupo atuava com divisão de tarefas e logística para transporte e venda de carne. Crimes ocorreram principalmente à noite em propriedades rurais afastadas.
Foto: Divulgação / Polícia Civil
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Porto Seguro, Bahia – Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Civil deflagrou uma operação que prendeu 11 suspeitos de integrar grupo investigado por furtos de gado em propriedades rurais do Extremo Sul da Bahia; foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. A atividade ocorreu em Porto Seguro, nos distritos de Arraial d’Ajuda e Trancoso.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava com divisão de tarefas e uma estrutura logística para transporte, logística e escoamento da carne, com atuação em outros sete municípios: Guaratinga, Itabela, Eunápolis, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Itapebi e Itagimirim.
Entre os detidos, há nove homens, com idades entre 21 e 49 anos, e duas mulheres, de 20 e 26 anos. Um homem, de 32 anos, e uma mulher, de 26 anos, que eram alvos de mandados de prisão preventiva, também foram autuados em flagrante por receptação qualificada.
Durante as diligências, os policiais apreenderam dez celulares, uma espingarda calibre .22, um veículo e diversos objetos.
A investigação aponta que as vítimas eram, em sua maioria, propriedades rurais afastadas com baixa vigilância. As ações costumavam ocorrer à noite; após invadir as propriedades, os criminosos abatiam os animais no local e retiravam a carne, parte destinada à comercialização.
Para executar os crimes, o grupo utilizava veículos alugados, instrumentos para abate e processamento da carne e, em algumas situações, armas de fogo. A investigação também identificou uma estrutura de apoio responsável pelo transporte, pela logística e pelo escoamento da carne.
As apurações apontam movimentações financeiras relacionadas ao custeio das ações e à divisão dos valores obtidos com a venda dos produtos. A polícia também investiga a possível participação de pessoas ligadas ao destino comercial da carne.
A operação foi coordenada pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis), contando com o apoio dos Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sul, Costa do Cacau e Extremo Sul).
