Lula rebate críticas e afirma não ter sido responsável pela indicação de Moraes ao STF

Publicado por Diógenes Cunha

Resumo: Lula afirma não ser responsável pelas indicações de Moraes, Nunes Marques e Mendonça ao STF, pois não ocupava a Presidência na época; cita Michel Temer como presidente em 2017, quando Moraes foi indicado; defende ampla defesa e aponta que, em caso de irregularidades, devem ser punidos indivíduos responsáveis; comentário ocorre em meio a crise no STF e após julgamento recente.

O presidente Lula disse nesta quarta-feira (16) que não pode ser responsabilizado pelas indicações dos ministros Ale>Alexandre de Moraes, Kássio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF), porque não estava na Presidência quando foram nomeados. A responsabilidade, segundo ele, cabe a quem ocupava o cargo na época; Michel Temer ( MDB) era o mandatário em 2017, quando Moraes foi indicado.

Desde o início da crise no STF, no começo deste mês, Lula evitava declarações firmes sobre o tema. Nesta terça-feira (15), pela primeira vez desde o julgamento no STF, ele mencionou nominalmente os ministros. Interlocutores apontam que a estratégia é dissociar a campanha de reeleição de um cenário de turbulência na Corte.

DIREITO DE DEFESA Lula reforçou que todos têm direito à ampla defesa e a um julgamento justo, destacando que eventuais crimes devem ser punidos, independentemente de quem seja o investigado.

Ainda na entrevista, o presidente afirmou que adversários políticos, em especial o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), tentam vinculá-lo à atuação de Moraes e associaram críticas do ministro a decisões do STF em investigações.

“Ontem [terça] meu adversário disse que eu sou responsável pelo Moraes. Mas a raiva dele é porque o Moraes mandou prender quem matou Marielle. E porque prendeu o pai dele e golpistas. Esse é o pavor dele”, afirmou Lula.

ELOGIOS A MORAES Na mesma entrevista, o presidente elogiou a atuação de Alexandre de Moraes na condução da Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022, ressaltando que o ministro teve papel importante na defesa do sistema eleitoral diante das críticas de Bolsonaro às urnas.

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