- Lula afirma estar preocupado com a dívida do Corinthians ligada à construção do estádio e cita contatos com a Caixa Econômica Federal.
- Proposta envolve transformar ativos do clube, como Fazendinha e Parque São Jorge, em convênios com o setor imobiliário para quitar débitos.
- O Corinthians é apontado como clube endividado, com dívida total estimada em até R$ 2,8 bilhões, segundo o presidente Osmar Stabile.
- Dados sobre juros, transfer bans e pagamentos são mencionados em entrevista à Rádio Energia 97 FM.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar preocupado com a dívida do Corinthians ligada à obra do estádio, em entrevista ao podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16). Ele informou ter mantido contatos com pessoas da Caixa Econômica Federal para tratar do débito do clube com o banco.
Lula afirmou que o clube paulista tomou empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do estádio; já pagou R$ 1,075 bilhão e ainda tem cerca de R$ 600 milhões em aberto, atribuindo parte do montante aos juros.
Entre as saídas propostas para ajudar o Timão a equacionar a dívida, o presidente sugeriu transformar ativos como a Fazendinha, onde há treinos e partidas de categorias de base, e o antigo Parque São Jorge em convênios com o setor imobiliário para pagar as dívidas.
“Mas eu estou tentando ajudar o Corinthians. Agora eu falei para o presidente da Caixa (Carlos Antônio Vieira Fernandes) propor uma coisa nova para o Corinthians: pega a Fazendinha, o velho Parque São Jorge, faz um convênio com o setor imobiliário e venda aquilo para pagar a dívida”, disse Lula.
DÍVIDA DO CORINTHIANS Nos últimos anos, o Corinthians passou a ser visto como clube com dívidas; o presidente Osmar Stabile afirmou que a dívida da equipe atinge R$ 2,8 bilhões.
“A dívida é de R$ 2,8 bilhões. Podemos reduzir custos em todos os departamentos. Já diminuímos esse fluxo de dinheiro que vinha do futebol para o clube social e, com contratos que vencerão no fim do ano, precisamos manter o time competitivo sem gastar mais do que arrecadamos”, explicou Stabile.
O presidente também citou os chamados transfer bans — punições que impedem a inscrição de novos atletas — e juros em atraso. Entre esses itens e impostos em atraso, o clube gastou R$ 170 milhões. Ele destacou que, com o pagamento de R$ 52 milhões mais R$ 27 milhões de um fundo de reserva, o Corinthians já quitou aproximadamente R$ 250 milhões, mas ainda há R$ 21 milhões a pagar neste ano, conforme entrevista à Rádio Energia 97 FM.

