Pular para o conteúdo

PRF define regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

PRF define regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026
PRF define regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Resumo: Portaria conjunta da PRF e do TSE define regras de atuação de segurança pública nas Eleições Gerais de 2026, com restrições a abordagens que atrapalhem o voto. Bloqueios de rodovias devem ser comunicados ao TRE; há exceções em flagrante delito. A norma reforça o Código Eleitoral e destaca apoio logístico da PRF. Também traz referências a eleições de 2022 e a condenação de 2025 envolvendo o ex-diretor da PRF.

Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece diretrizes para a atuação de órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026. O documento impõe limites a ações de policiamento que possam dificultar o trânsito de eleitores, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro e o segundo para 25 de outubro.

Conforme o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a situações de risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas. Bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia fica dispensada apenas em casos de flagrante delito ou violação das normas de segurança do trânsito.

Código Eleitoral – A norma cita o Ministério da Justiça e Segurança Pública ao afirmar que complementa o artigo 236 da Lei nº 4.737/1965, que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos durante o período próximo ao pleito. Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas após o encerramento da votação; para candidatos, a proteção tem início 15 dias antes do pleito. Existem exceções para flagrante delito e condenação criminal inafiançável.

Além do patrulhamento habitual, a PRF fornecerá apoio logístico à Justiça Eleitoral mediante solicitação, incluindo o transporte de materiais e urnas eletrônicas, bem como a segurança de instalações.

Bloqueios em 2022 – No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, especialmente no Nordeste, com o objetivo de fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram após determinação do TSE para que a corporação não dificultasse o deslocamento dos eleitores. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva obtivera mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no âmbito de um processo relacionado a uma suposta trama golpista. A acusação sustenta que Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno; a defesa negou as acusações.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO