Resumo rápido: Depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal sinaliza intenção de acordo de colaboração premiada; PF já rejeitou duas propostas de delação; PGR acompanhou a orientação da PF. Defensores afirmam que Vorcaro respondeu de forma clara, com possibilidade de esclarecimentos adicionais caso haja garantia de colaboração.
O banqueiro Daniel Vorcaro aproveitou o depoimento prestado à Polícia Federal nesta sexta-feira (28) para sinalizar a intenção de fechar um acordo de colaboração premiada. A atuação ocorreu durante a oitiva, na qual o réu participou sob orientação de seus advogados. A menção à colaboração aparece como uma possibilidade que Vorcaro analisa, no contexto das apurações em curso.
Em nota, a defesa informou que Vorcaro respondeu a todas as perguntas dos delegados “de forma clara e consistente”, sem deixar “qualquer indagação sem esclarecimento”. Os advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski também afirmaram que o banqueiro pode prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar.
A Polícia Federal já havia rejeitado duas propostas de delação apresentadas pela defesa de Vorcaro. Os investigadores entenderam que os anexos entregues pelo banqueiro careciam de provas e eram insuficientes para trazer novos elementos às apurações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manteve a mesma orientação da PF.
