Resumo: Marcel van Hattem (Novo), candidato ao Senado, acionou a Justiça Eleitoral contra Manuela D’Ávila (PSOL) por desinformação envolvendo doadores de campanha. A defesa aponta vídeos e posts que associaram Rui Denardin a lavagem de dinheiro e ao PCC; a Justiça determinou a remoção de quatro publicações, destacando ausência de provas sobre as acusações. Investigações e medidas legais seguem em curso.

Rio Grande do Sul – O candidato ao Senado Marcel van Hattem (Novo) apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra Manuela D’Ávila (PSOL), alegando que publicações nas redes sociais dela trouxeram informações falsas sobre o empresário Rui Denardin, apontado como doador de campanha. A representação foi protocolada na sexta-feira, 18 de setembro, segundo a defesa.
Segundo o material da representação, Manuela publicou, em 11 de setembro, um vídeo e um carrossel no Instagram nos quais relacionou Denardin ao Banco Luso Brasileiro e afirmou que ele teria lavado dinheiro para o PCC.
Os advogados de van Hattem afirmam que as informações são falsas. A defesa cita uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a remoção de quatro publicações relacionadas ao caso. A peça ressalta que o trecho da decisão aponta que a documentação apresentada não sustenta a acusação de que Denardin tenha lavado dinheiro para o PCC, e que as reportagens citadas distinguem a investigação envolvendo o banco da pessoa de Denardin.
A decisão apontou que uma investigação envolvendo uma pessoa jurídica não permite, sem elementos individualizados, atribuir a mesma conduta à pessoa física do doador.
A defesa também destaca que Manuela pediu aos seguidores que compartilhassem uma das publicações, com a frase: “Compartilhem. Algoritmo não está distribuindo”.
Os advogados afirmam que as publicações alcançaram grande repercussão: uma das postagens registrou quase 500 comentários e mais de 1 mil compartilhamentos em oito horas, enquanto outra teve quase 900 comentários e quase 3 mil compartilhamentos. A defesa afirma ainda que Manuela voltou a abordar o tema em debates e publicou novos conteúdos sobre o caso.
A defesa de van Hattem também solicitou à Justiça a apuração de outras pessoas que participaram da disseminação das publicações e pediu que o Instagram preserve os conteúdos e os respectivos links.

