Resumo — Em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, pescadores retiraram cerca de 500 peixes-leão do mar em um mês, em parceria com a Semac. Os exemplares vão para análise na UFSB e há pagamento aos pescadores por unidade. O município mantém incentivo à pesca por mais um mês. O texto também contextualiza a presença de espécies invasoras na Bahia, incluindo a região de Salvador.
Crédito: Liberdade News
Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, registrou ação de remoção de aproximadamente 500 peixes-leão do mar, realizada pela Colônia de Pescadores em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac). Os pescadores entregam os exemplares à Colônia e recebem R$ 10 por unidade.
Os animais capturados foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão contados, pesados e medidos. As pesquisas devem investigar alimentação, tamanho, genética, origem e comportamento dos animais, além de apoiar estudos sobre o beneficiamento do pescado e a possível inserção em uma cadeia produtiva.
Segundo a prefeitura de Porto Seguro, o incentivo à pesca da espécie invasora permanecerá por mais um mês.
Espécies invasoras na Bahia. As invasoras não ameaçam apenas a região de Porto Seguro. Na Baía de Todos-os-Santos, próxima a Salvador, pesquisadores identificaram 36 espécies exóticas invasoras no âmbito do Programa Ecológico de Longa Duração dos Ecossistemas Marinhos da BTS.
Conforme especialistas, ainda não é possível mensurar os impactos de algumas espécies já estabelecidas no mar; outras, como coral-sol, coral-mole, siri-bidu e peixe-leão, são apontadas como as que mais afetam os ecossistemas locais e apresentam impactos mais claros.
Resumo: Quatro espécies invasoras exoticas ameaçam a pesca artesanal na Bahia. A introdução ocorre principalmente de forma acidental, ligada ao tráfego marítimo, plataformas e correntes oceânicas. O impacto alcança pescadores e marisqueiras, com consequências para a economia local. Fonte: G1, parceiro do PrimeiroJornal.
Bahia, Brasil – Quatro espécies invasoras exóticas passaram a representar risco à pesca artesanal na região. A avaliação é apresentada por Tiago Porto, diretor de políticas e planejamento ambiental da Sema, que aponta a entrada desses animais como resultado, em grande parte, de fatores acidentais. O texto também ressalta o papel importante da pesca artesanal na economia local e na subsistência de pescadores e marisqueiras.
Transporte por navios: a maior parte dessas espécies chegou à Bahia por embarcações que operam na região, indicando que rotas marítimas são caminhos relevantes para a dispersão.
Fixação nos cascos: as espécies viajam presas aos cascos dos navios, facilitando a propagação para novos ambientes, inclusive áreas de pesca tradicional.
Plataformas de petróleo: algumas espécies também são transportadas em estruturas marítimas, como plataformas, o que amplia as vias de disseminação pelo litoral.
Correntes marinhas: no caso específico do peixe-leão, a dispersão ocorre principalmente pelas correntes oceânicas, contribuindo para a ocupação de novos trechos da costa.
Fonte: G1
