Resumo: Em Nova York, na Assembleia Geral da ONU, Lula e Trump não tiveram encontro nos bastidores. Trump demorou para chegar ao púlpito e as relações entre as delegações pareceram mais tensas que no ano anterior. Em 2025, Lula e Trump já haviam se encontrado, com Trump elogiando o brasileiro; neste discurso não houve menção ao Brasil. Palavras?chave: Nova York, ONU, Lula, Trump, Rubio, Mauro Vieira.
Palavras-chave: Nova York, ONU, Lula, Trump, Rubio, Mauro Vieira
Nova York – Na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), os presidentes Lula e Trump não realizaram um encontro nos bastidores, e Trump demorou mais para se dirigir ao púlpito do que no ano anterior.
Em 2025, Lula e Trump teriam marcado seu primeiro encontro pessoal nos bastidores da sala de audiências da ONU. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou ter mantido uma “boa química” com Lula, o que abriu caminho para outros encontros e conversas telefônicas entre ambos.
No discurso do ano passado, Trump improvisou ao mencionar o encontro com Lula, elogiando o brasileiro. Neste ano, além de evitar o aperto de mão com Lula, Trump não citou o Brasil em seu pronunciamento de quase 40 minutos.
O distanciamento entre as delegações brasileira e norte-americana ficou evidente nos discursos: ao final da fala de Lula, a delegação dos EUA se recusou a aplaudir o presidente brasileiro. Logo depois, quando Trump encerrou, foi a delegação brasileira que também não aplaudiu.
Outro momento tenso ocorreu ao final do discurso de Trump, quando a delegação brasileira passava pelo corredor para deixar a Assembleia. O Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, aproximou-se de Lula e pareceu indicar algo ao líder petista. Lula seguiu caminhando, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, logo atrás; ao olhar para Rubio, o presidente brasileiro não parou para cumprimentá-lo.

