Resumo: Carlos Viana protocolou novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, citando supostas relações com Daniel Vorcaro (dono do Banco Master). Damares Alves e Magno Malta também defendem medidas contra Moraes. A movimentação ocorre após a liberação de documentos da PF por André Mendonça. O Alcolumbre é cobrado a abrir o processo.
Um senador protocolou nesta terça-feira um novo pedido de impeachment por crime de responsabilidade contra o ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar é Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPI dos Correios, que afirma haver informações relevantes sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teriam sido ocultadas de parlamentares.
Em entrevista coletiva, Carlos Viana disse que cobrará do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a abertura do processo de impeachment contra Moraes. O senador afirmou que Alcolumbre não pode continuar se omitindo de cumprir a Constituição e investigar as denúncias contra Moraes, sob pena de enfrentar um processo por prevaricação.
“Quem usa a cadeira para blindar autoridade investigada perde a legitimidade para continuar sentado nela. Ou abre o procedimento contra Moraes ou responderá por escolher a omissão”, disse Viana.
A movimentação ganhou força após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de documentos de uma investigação da Polícia Federal que envolve Moraes. O material registra diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro, com tratativas sobre dinheiro, pressão sobre autoridades, contratos privados e até conselhos sobre fuga do Brasil.
Além de Viana, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também afirmou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra o ministro, defendendo que Moraes se afaste voluntariamente até a conclusão das investigações.
No plenário do Senado, o senador Magno Malta (PL-ES) exigiu que Alcolumbre abrisse o processo, dizendo que a omissão “envergonha a casa”. “Esse Senado é frouxo, é o que eu mais escuto nas ruas. Quem vai parar esse Moraes?”, questionou Malta. Alcolumbre não respondeu.

