Resumo
PF apreende mensagens que vinculam o advogado baiano Ciro Soares à tentativa de custear viagem de Daniel Vorcaro a Londres para levar Pedro Gonet, filho do PGR Paulo Gonet.
Relatórios indicam contatos entre Soares e Vorcaro em março de 2025 sobre a comitiva, com relação a viagens a Londres e Roma. PF não atribui crime a Paulo Gonet. Operação Compliance Zero.
Palavras-chave: PF, Ciro Soares, Vorcaro, Pedro Gonet, Paulo Gonet, Londres, Roma, Compliance Zero, Banco Master
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o advogado baiano Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, atuou para que o banqueiro Daniel Vorcaro custeasse uma viagem a Londres destinada ao filho do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Diálogos de março de 2025, obtidos pelo Estadão e confirmados pelo O Globo, indicam que o advogado questionou Vorcaro sobre a possibilidade de incluir Pedro Gonet na comitiva que seguiria para Londres, para participação em um evento.
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A PF ressalta que não é possível confirmar se Paulo Gonet participou das chamadas; os registros indicam apenas que as ligações ocorreram para o celular de Soares após o envio da foto.
A equipe de investigação identificou que não havia contato salvo em nome do procurador-geral no celular de Vorcaro, com as menções localizadas principalmente nas conversas com o advogado baiano.
No dia 28 de março de 2025, Ciro encaminhou ao banqueiro três mensagens atribuídas ao chefe da PGR, entre elas: “Que bom! Estou na torcida por vocês!” e “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma!”. Vorcaro agradeceu a felicitação, enquanto o advogado afirmou que o procurador “lhe adora” e iria a Londres com a comitiva.
No dia seguinte, Ciro Soares questionou se Pedro poderia acompanhar a viagem; Vorcaro respondeu autorizando a presença: “Obvio, né?”.
Posteriormente, em abril de 2025, uma funcionária da instituição financeira consultou o controlador sobre quais convidados teriam as despesas pagas pela organização do evento; Vorcaro confirmou a cobertura para o advogado e para Pedro Gonet.
A PF pontuou que o relatório não atribui conduta criminosa a Paulo Gonet; o levantamento atendeu a determinação do ministro André Mendonça, do STF, para mapear personalidades citadas nos registros telefônicos do empresário e detalhar as interações associadas.
As informações foram veiculadas pelo Estadão e confirmadas pelo O Globo, com os dados provenientes de documentos oficiais da PF.
Qualquer leitura de conectividade entre as partes citadas permanece sob o prisma da apuração, sem conclusões de culpa até o momento, conforme apontado pela PF.
Observação final: o material integra a linha de apurações da Operação Compliance Zero, que investiga indícios de fraudes na instituição bancária referida e envolve personalidades citadas em registros de comunicações.
Fonte de informação oficial: Polícia Federal, com confirmação de veículos parceiros.
Este texto preserva a integridade das informações originais, apresentando-as de forma objetiva e com transparência sobre as fontes.
Crédito de imagem: Bahianoticias
