Resumo: Vídeo de Davi, macaco em Serra, Espírito Santo, abraçando filhote de ave viraliza. O tutor Rafael Monteiro explica treino cognitivo diário e adaptação com outros animais. Dieta inclui batata-doce, ovo cozido e ração específica. Adotado há sete anos, convive com cães, gansos e outras aves.
Serra, Espírito Santo — um vídeo que mostra o macaco Davi abraçando e protegendo um filhote de ave chamou a atenção nas redes sociais nesta semana. O animal vive com seu tutor, Rafael Monteiro, na residência da família, após chegar da criação legalizada ainda filhote, há sete anos.
Segundo o tutor, o convívio pacífico entre Davi e as outras espécies da casa — incluindo cães, gansos e outras aves — é resultado de treino cognitivo diário e de uma adaptação cuidadosa com os demais moradores do lar.
A alimentação do macaco é baseada em itens naturais, como batata-doce e ovo cozido, além de uma ração específica para a espécie. O adestramento, dizem, foi necessário para alcançar esse nível de educação e segurança entre os animais.
Para chegar a esse nível de convivência, o tutor contou com a ajuda de um adestrador logo após a chegada de Davi, ainda filhote, e desde então ele segue com níveis diários de estímulos para manter o vínculo entre os animais e estimular a inteligência do pet, que já dura sete anos de convivência.
Apesar da repercussão positiva, as imagens também geraram críticas de usuários que temiam que o primata pudesse atacar o filhote. O tutor nega as acusações e diz que a publicação busca mostrar que ainda existe amor e cuidado na relação entre humanos e animais.
A história envolve uma rotina de estímulos contínuos, organização de alimentação e um espaço adequado para manter a convivência entre várias espécies — um enquadramento que, segundo a equipe, exige planejamento, tempo e recursos.
Resumo: Davi, macaco-prego, vive sob os cuidados de Rafael Monteiro em uma cidade da Bahia, com alimentação natural e um viveiro gigante. O animal deve ganhar uma casa maior no campo. A prática de manter primatas como pets é reavaliada, e o fim de um criador autorizado no Brasil há dois anos amplia o risco de tráfico de filhotes vendidos pela internet. Palavras-chave: macaco-prego, bem-estar animal, tráfico de animais silvestres, Bahia.
Davi, um macaco-prego, vive sob os cuidados de seu tutor, Rafael Monteiro, em uma cidade da Bahia, com uma rotina que inclui alimentação natural e atividades para gastar energia. O animal está prestes a ganhar uma segunda casa no campo, com um recinto ainda maior para explorar a natureza, conforme o cuidado dedicado ao bem-estar dele.
Embora vídeos mostrem cenas de cuidado com o animal, a realidade é bem diferente: manter primatas como animais de estimação exige um espaço extremamente amplo e supervisão constante. A ideia de manter o bicho silvestre solto em um apartamento sem supervisão ou preso em gaiola é criticada por especialistas, que apontam que o confinamento pode causar frustração e adoção de comportamentos agressivos.
“Quanto mais você condiciona o animal, mais tranquilo ele fica”, afirma Rafael. A rotina de Davi inclui atividades cognitivas e brincadeiras diárias para manter a saúde mental e a energia do macaco sob controle, destacando o alto grau de dedicação exigido para esse tipo de cuidado.
Outro ponto importante é o aspecto legal: o único criador legalizado de macacos no Brasil fechou as portas há cerca de dois anos. Por essa razão, filhotes divulgados atualmente na internet estariam ligados ao tráfico de animais silvestres, elevando os riscos para quem compra e para os próprios animais.
Apesar de a prática ter exemplos de cuidado, a matéria reforça que a permanência de primatas em domicílios exige condições excepcionais de espaço, alimentação específica e supervisão constante, o que nem sempre é compatível com a realidade de moradores urbanos. A conclusão é de que bem-estar do animal deve vir em primeiro lugar, com atenção redobrada para o mercado ilegal que envolve esse tipo de animal.
