Mansur questiona seletividade em investigações envolvendo ACM Neto

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), critica a possível adoção de critérios políticos em investigações vinculadas ao Caso Master, que envolve ACM Neto (União Brasil) e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda. Segundo documentos publicados pelo jornal O Globo, nenhuma operação contra os dois foi deflagrada até o momento e o tema aguarda decisão do ministro André Mendonça, do STF. Relatórios da Polícia Federal teriam apontado divergências nos critérios para definir alvos, conforme apontou Mansur, que também afirmou que a Justiça não pode ser tratada de forma seletiva, sob risco de abalar a confiança nas instituições.

De acordo com informações divulgadas pelo O Globo, a operação associada ao Caso Master não foi iniciada e depende de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A reportagem destaca a tensão entre a definição de alvos e os critérios usados pelas autoridades, tema que Mansur coloca no centro da discussão sobre neutralidade do aparato judiciário.

Relatórios da Polícia Federal teriam apontado diferenças nos critérios aplicados para determinar quais ações devem compor as investigações envolvendo o que ficou conhecido como Caso Master. Em entrevista, Mansur afirmou que qualquer interferência política no Judiciário compromete a confiança da população nas instituições. Ele ressaltou que “a Justiça é o último refúgio que nós temos na República quando tudo dá errado” e que não é aceitável que o Judiciário trate casos de maneira desigual.

O candidato também questionou, em tom crítico, os impactos políticos de uma eventual proteção judicial a ACM Neto e fez uma comparação com o período da gestão de Antonio Carlos Magalhães à frente da política baiana. “Ter um candidato que é apontado como beneficiário de um seletivismo jurídico é muito ruim. Imagina essas figuras à frente de um estado do tamanho da Bahia? Iríamos voltar à época do Toinho Malvadeza numa versão 2.0”, disse, ao ampliar o debate sobre a percepção de justiça e equilíbrio político no estado.

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