Peru declara estado de emergência em cinco prisões de alta segurança por 60 dias, autorizando polícia e forças militares a assumir o controle das instalações. Governo de Keiko Fujimori afirma que a medida visa enfrentar organizações criminosas que atuam de dentro das prisões; dados oficiais indicam concentração de metade dos detentos ligados a facções criminosas.
Peru anunciou neste sábado a decretação de estado de emergência em cinco prisões de alta segurança, permitindo que a polícia e as forças militares assumam o controle das instalações por 60 dias, em resposta a preocupações com a segurança pública. A medida foi publicada pelo governo da presidente Keiko Fujimori, que assumiu o cargo no fim de julho.
O governo informou que as cinco unidades abrigam cerca de 50% dos detentos ligados a organizações criminosas, destacando a necessidade de intervenção para interromper redes que operam de dentro das prisões.
Entre as medidas previstas, as forças de segurança poderão adotar ações para proteger o espaço aéreo e o espectro eletromagnético nas imediações das prisões, visando reduzir possíveis ameaças externas e evitar interceptações indesejadas durante operações.
Dados oficiais indicam que a taxa de homicídios no Peru subiu para 10,7 por 100 mil habitantes no último ano, ante 10,1 em 2024, alimentando o debate sobre eficácia de políticas de segurança pública e medidas severas contra o crime organizado.
No domingo anterior, homens armados disfarçados de policiais mataram quatro pessoas e sequestraram um empresário do setor de mineração no norte do país; ele foi libertado horas depois, após pagamento de resgate, conforme informações da polícia.
O governo também solicitou ao Congresso poderes legislativos por 120 dias para classificar organizações criminosas como “terroristas”; porém, a oposição levantou objeções à medida, discutindo impactos legais e direitos constitucionais.
