Resumo
Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo resgata 40 trabalhadores em Sussuapara, Floriano e Oeiras, no Piauí.
Condições degradantes incluem falta de sanitários, água imprópria, ausência de EPIs e alojamentos superlotados.
Distribuição por município: Sussuapara 22, Floriano 8 (incluindo um adolescente de 17 anos), Oeiras 10.
Empregadores deverão pagar cerca de R$ 200 mil em verbas rescisórias e R$ 95 mil em danos morais; total de resgates no PI em 2026 chega a 100.
Sussuapara, PI — uma operação do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo resgatou 40 trabalhadores em condições análogas à escravidão nas cidades de Sussuapara, Floriano e Oeiras, todas no Piauí. A ação foi realizada pelo MPT-PI em conjunto com a Polícia Federal (PF), o MTE e a DPU.
Em Sussuapara, 22 trabalhadores da construção civil foram resgatados; em Floriano, 8 trabalhadores, incluindo um adolescente de 17 anos, foram encontrados em condições degradantes na extração de palha de carnaúba; em Oeiras, 10 trabalhadores também foram resgatados na mesma atividade.
As fiscalizações apontaram a ausência de direitos trabalhistas e condições precárias, com falta de instalações sanitárias adequadas, água imprópria, ausência de EPIs e alojamentos superlotados. O procurador Edno Moura destacou a persistência do trabalho escravo e a necessidade de condições dignas de trabalho.
Os empregadores se comprometeram a pagar cerca de R$ 200 mil em verbas rescisórias e R$ 95 mil em danos morais. Com os resgates de 2026, o Piauí totaliza 100 trabalhadores resgatados.
O procurador enfatizou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e fez um apelo à população para denunciar situações de trabalho escravo, que podem ser comunicadas presencialmente ou pelo site do MPT-PI e pelo WhatsApp.
