Resumo
Quatro suspeitos foram detidos pela Polícia Civil do RJ, apontados como integrantes de uma quadrilha que furtava veículos de luxo, incluindo carros blindados, com ligações ao Comando Vermelho. A investigação aponta até 20 furtos; prisões ocorreram no cruzamento da Rua Orlando Teixeira com a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, em operação conjunta com a PM.
Rio de Janeiro – A Polícia Civil do estado prendeu neste domingo (6) quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em furtos de veículos de luxo, incluindo carros blindados. De acordo com as autoridades, os automóveis eram repassados a integrantes do Comando Vermelho e chegavam a comunidades sob controle da facção, como o Complexo do Chapadão, na zona norte.
A investigação aponta que o grupo pode ter cometido pelo menos 20 furtos de veículos, segundo apuram as autoridades. A força policial não detalha modelos, mas indica repetidos crimes com o mesmo objetivo de abastecer a atuação da facção.
As prisões ocorreram no cruzamento da Rua Orlando Teixeira com a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, na Região Metropolitana. A ação foi realizada em conjunto pela 59ª DP de Duque de Caxias e pela Polícia Militar.
Durante a operação, agentes utilizaram imagens do sistema de monitoramento municipal para rastrear os veículos furtados e mapear a atuação do grupo. Um vídeo de um dos flagrantes mostra um homem de boné agachado atrás de uma caminhonete, enquanto um cúmplice entra pela janela do veículo estacionado. Minutos depois, o ocupante dentro do carro consegue ligá-lo, e o outro integrante embarca pela porta do passageiro. A dupla foge, com o apoio de um terceiro.
Entre os itens apreendidos estão ferramentas utilizadas nos furtos, como chaves de fenda, um dispositivo para quebrar vidros, três chaves de veículos e um cabo para conexão com módulos veiculares, além de quatro celulares, sendo dois com registro de roubo.
Os quatro detidos responderão por associação criminosa e receptação. Dois tinham antecedentes: um por porte ilegal de arma de fogo e furto, e o outro apenas por furto. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia, que segue investigando para identificar outros membros da organização e esclarecer a participação de cada um.
