Resumo: Deputados protocolam requerimento na Câmara dos Deputados para convocar uma sessão especial no plenário, com o objetivo de ouvir o ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. Assinada por Capitão Alden, do PL da Bahia, a tentativa aguarda decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a realização da Comissão Geral. O objetivo é esclarecer a origem e a autenticidade de relatórios de inteligência usados em apuração do STF.
O requerimento foi encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que detém o poder de definir se a sessão ocorrerá no plenário como uma Comissão Geral. Os deputados afirmam que a finalidade é apurar as circunstâncias de elaboração, autoria, supervisão e possível utilização institucional ou processual de documentos de inteligência atribuídos à Polícia Federal, apresentados ao STF no curso de um inquérito.
Na justificativa, o grupo afirma a necessidade de esclarecer, de forma pública e institucional, quais relatórios teriam sido produzidos por unidades da PF e teriam analisado atos envolvendo altas autoridades da República, bem como o papel desses documentos no andamento de investigações. Os parlamentares destacam que os materiais se tornaram públicos em meio à war entre os ministros, citando divergências entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, o que intensifica a atenção sobre a origem e o uso desses documentos.
O requerimento também aponta que os arquivos da PF teriam chegado aos autos sem os sinais de autenticação usuais — como assinatura, numeração, data ou identificação inequívoca da unidade produtora — o que, segundo os deputados, levanta questões objetivas sobre origem, integridade, rastreabilidade e responsabilidade pela divulgação das informações. Nesse contexto, o grupo afirma que não se trata apenas de formalidades administrativas, mas de assegurar limites legais e técnicos entre atividade de inteligência, produção de conhecimento e investigação criminal.
A peça salienta a gravidade da matéria diante de decisões judiciais que teriam questionado a legitimidade de parte do material, reforçando a necessidade de clarificações públicas sobre critérios de coleta, tratamento, validação, classificação e difusão das informações pela PF. A partir de agora, caberá a Hugo Motta decidir se o plenário promoverá a discussão como Comissão Geral, com eventual repercussão institucional.
