Resumo: TRE-RJ negou a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao Palácio Guanabara em 2026, com base em condenação que suspende seus direitos políticos por oito anos, vigentes desde o ano anterior e que o impedem de concorrer até 2033. A defesa afirma validade desde 2018, com efeitos encerrando em agosto de 2026; Garotinho pode recorrer ao TSE. Envolvimento: desvio de R$ 234,4 milhões da Saúde para ONGs ligadas à pré-candidatura de 2006, durante o governo Rosinha Garotinho.
RIO DE JANEIRO – O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, nesta sexta-feira (11), a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao Palácio Guanabara nas eleições de 2026, com base em uma condenação que suspende seus direitos políticos por oito anos. A decisão foi unânime; a pena passou a vigorar no ano anterior e impede o ex-chefe do Executivo de concorrer até 2033. A defesa do ex-governador não se manifestou publicamente até o momento. Ele pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A condenação refere-se a um esquema descrito pela Promotoria que teria desviado R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde para ONGs que financiaram a pré-candidatura de Garotinho à Presidência em 2006, enquanto ele integrava o PMDB, atual MDB. As irregularidades teriam ocorrido durante o governo de sua mulher, Rosinha Garotinho, que comandou o Rio de Janeiro entre 2003 e 2006.
Ainda não houve manifestação pública de Garotinho sobre a decisão. A defesa sustenta que a pena estaria válida desde 2018 e que seus efeitos terminariam em agosto de 2026, mantendo a possibilidade de recursos ao TSE.
