Resumo rápido: Três casos de sarampo são confirmados em Tabatinga, AM, com origem no Peru (Alto Monte). Brasil intensifica vigilância, vacinação e monitoramento; Ministério da Saúde e OPAS atuam na região. País registra 36 casos em 2026, com medidas de imunização reforçadas e atualização de carteiras de vacinação.
Tabatinga, AM – Três casos de sarampo foram confirmados na cidade, todos procedentes da cidade peruana de Alto Monte e sem vacinação. As vítimas são uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 e 1 ano, que estiveram recentemente no Peru e buscaram atendimento ao apresentarem os sintomas.
A mulher relatou ter tido contato com um irmão que também apresentava sinais da doença. Os três permanecem isolados em Tabatinga.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas informou ainda a existência de dois casos em investigação. Em Tabatinga, a avaliação envolve um menino de dois anos, também de nacionalidade peruana, que viveu quase um ano no Peru e retornou recentemente ao Brasil.
Em Carauari, uma menina de 1 ano também apresentou os sintomas típicos, porém, ao contrário dos outros, não tem histórico de viagem ao exterior, nem de contato com pessoas com suspeita da doença.
Além de isolar os pacientes confirmados ou suspeitos, a Fundação está monitorando o estado de saúde das pessoas que tiveram contato e realizou bloqueio vacinal, reforçando a imunização na comunidade para evitar a propagação do vírus.
O Ministério da Saúde informou que está intensificando as ações de vigilância contra o sarampo no estado, com envio de equipes aos municípios de Tabatinga e Carauari para apoiar os serviços locais.
A pasta reforçou que os casos ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas, e que o Brasil continua certificado como área livre da doença.
Segundo a Organização Panamericana de Saú de (OPAS), já foram confirmados mais de 47 mil casos no continente, com 44 óbitos. O Peru é um dos países com o maior número de registros, atrás apenas de Guatemala, México e Estados Unidos.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri ressaltou que casos importados também podem ser o início de cadeias de transmissão no território brasileiro.
“É fundamental a vigilância, o bloqueio desses casos confirmados, a vacinação de pessoas suscetíveis que tiveram contato. Com esses estados registrando casos, sempre há um risco de retorno da doença. Geralmente a porta de entrada são os locais de imigração”.
Até o momento, o Brasil registra 36 casos em 2026: 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e 3 no Amazonas.
Kfouri também destacou que o Brasil vem adotando as medidas necessárias para manter o país livre da transmissão sustentada do sarampo, incluindo a chamada “dose zero” para bebês entre 6 e 11 meses que vivem em áreas com registro da doença, além de doses de reforço em toda a população nos locais de maior risco.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS; dentro do Calendário Básico, ela deve ser tomada em duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses.
Todas as pessoas com até 59 anos que não possuam comprovante de vacinação devem atualizar a carteirinha.
