Operação mira deputado; 22 pessoas foram presas por compra de votos

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

PF deflagra operação em Roraima; mandado de busca na residência do deputado estadual Marcinho Belota (PL) apura esquema de compra de votos. A ação surge após a prisão de 22 pessoas em 01/10. A investigação também envolve o candidato a deputado federal Daniel Pedreiro da Trindade (PL).

Caracaraí, Roraima – Investigadores da Polícia Federal cumpriram, na noite desta sexta-feira, 02 de outubro, um mandado de busca e apreensão na casa do deputado estadual Marcinho Belota (PL), que concorre à reeleição. A operação é um desdobramento da prisão em flagrante realizada na quinta-feira, 01 de outubro, de 22 pessoas suspeitas de integrar um esquema de compra de votos, conforme apurado pela PF.

Durante a operação, os agentes recolheram um notebook, documentos e cerca de R$ 6 mil em espécie na residência do parlamentar, que não estava presente no momento da ação. A PF informou que a medida busca preservar elementos probatórios, evitar destruição de provas e permitir o aprofundamento das investigações, especialmente diante do calendário eleitoral. A defesa de Belota não foi oficialmente apresentada neste relatório.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Belota afirmou que a PF “invadiu” sua casa enquanto ele não estava. O parlamentar relatou que os animais de sua casa — descritos por ele como filhos — teriam sido ameaçados por agentes, incluindo a possibilidade de tiro caso fosse necessário. Ele mostrou preocupação com o bem-estar dos animais e alegou que pediu cuidado com eles durante a diligência.

Belota também comentou os R$ 6 mil apreendidos, dizendo que o valor é declarado e corresponde ao troco do projeto Café com Amor, lançado com apoio a Belota para financiar o resgate de animais. Em relação à investigação, o deputado reiterou respeito ao trabalho da PF, mas sustentou que os animais ficavam em áreas separadas e que não houve qualquer conduta inadequada por parte de terceiros.

A apuração envolve, ainda, o candidato a deputado federal Daniel Pedreiro da Trindade (PL), cuja candidatura está ligada ao mesmo inquérito. Pedreiro da Trindade foi detido em 25 de setembro durante a Operação Cunhambebe, conforme as informações repassadas pela força policial e pelos desdobramentos do caso até o momento. A PF non confirmou novas prisões até o fechamento desta reportagem, mas a investigação continua em andamento para esclarecer o eventual fluxo de pagamentos a eleitores.

A cobertura também destaca que o timeline eleitoral coincide com momentos sensíveis do processo. A Polícia Federal reiterou que as ações visam resguardar provas e aprofundar o inquérito, sem prejuízo aos direitos dos envolvidos. O Ministério Público pode se manifestar sobre próximos passos conforme avançam as diligências.

Deputado é alvo de operação após 22 pessoas serem presas por compra de votos
Divulgação/ALE-RR

Crédito: Divulgação/ALE-RR

Resumo: Boa Vista (RR) – a Polícia Federal (PF) investiga pagamento de boca de urna em um imóvel no bairro Calungá. Os suspeitos são Thyago de Souza Franco e Arthur Henrik Flessak Gomes, que teriam abordado eleitores, perguntando em quem votariam para deputado estadual e federal, para em seguida entregar R$ 400 a cada um, sendo R$ 200 destinados a Marcinho Belota e Daniel Pedreiro da Trindade. A PF aponta atuação de Thyago na logística de recebimento, transporte, fracionamento e entrega do dinheiro, enquanto Arthur confessou ter conhecimento desde o início de que transportava recursos para compra de votos.

De acordo com as informações recebidas pela PF, o pagamento ocorreu em um imóvel no bairro Calungá, em Boa Vista (RR). Os suspeitos abordavam as pessoas presentes, identificavam candidatos e, confirmadas as escolhas, faziam a entrega do dinheiro aos eleitores. O episódio integra a apuração sobre suposto financiamento de campanha por meio de compra de votos durante o pleito.

Conforme a investigação, Thyago era responsável pela logística, incluindo recebimento, transporte, fracionamento e entrega do dinheiro aos votantes. Ele afirmou ter recebido aproximadamente R$ 19 mil em espécie para repasses e ter participado da distribuição de cerca de R$ 12 mil no imóvel, onde estavam reunidos cerca de 30 eleitores. Já Arthur afirmou, em depoimento, que sabia desde o início que transportava recursos destinados à compra de votos e acompanhou a rota de distribuição, entrando nos imóveis onde ocorriam as entregas e testemunhando o repasse do dinheiro.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Homem morre em Salvador ao fugir de motel; surto contido por populares

Resumo: Salvador, Bahia — Homem morre após surto em motel no...

PF apreende R$ 120 mil durante apuração de compra de apoio eleitoral

Resumo: PF deflagra a operação Rastilho no Ceará com 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza,...

Alcolumbre define votação da PEC que encerra escala 6×1 para terça

Resumo: PEC 221/2019 visa fim da escala 6x1 e redução da jornada de 44 para 40 horas;...