Resumo rápido:
- Eleição 2026 terá segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), conforme TSE após 97,24% das urnas apuradas.
- Bolsonaro aparece com 47,43% dos votos válidos; Lula tem 44,69%.
- Prazo: pleito marcado para 25 de outubro, último domingo do mês; oitava eleição com segundo turno desde a redemocratização.
- Lula, aos 80 anos, busca o tetracampeonato; Geraldo Alckmin (PSB) é o vice; Bolsonaro mantém a linha de sucessão do pai, Jair Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, neste domingo, que a disputa presidencial de 2026 ficará entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, após a apuração de 97,24% das urnas no Brasil. Em votos válidos, Bolsonaro liderou com 47,43%, enquanto Lula ficou com 44,69%, assegurando a realização do segundo turno no dia 25 de outubro, último domingo do mês.
Esta é a oitava vez em que Lula chega a um segundo turno desde a redemocratização. Em sua estreia, o petista foi superado pelo alagoano Fernando Collor de Mello (PRN) já no segundo turno. Ainda segundo o texto, ele enfrentou o tucano Fernando Henrique Cardoso em mais duas oportunidades, ambas no primeiro turno.
Neste momento, aos 80 anos, Lula vislumbra o que muitos chamam de sua possível “última dança” pelo Palácio do Planalto, buscando o tetracampeonato. Ao lado dele, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), antigo adversário de 2006, compõe a chapa na antevéspera de seu aniversário, comemorado em 27 de outubro.
Do lado adversário, Flávio Bolsonaro carrega o legado do pai, Jair Bolsonaro, ocupando o papel de liderança da oposição à base governista. O senador anunciou a corrida pela sucessão em 5 de dezembro de 2025, desbancando Tarcísio de Freitas (RR) como candidato favorito a herdar o espólio político da família.
A trajetória de Flávio no cenário público inclui início em 2002, aos 21 anos, quando foi eleito deputado mais jovem da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com 22.860 votos. Ao longo de quatro mandatos na Alerj, ele foi eleito senador em 2018, com mais de quatro milhões de votos, tendo também liderado a presidência estadual do PSL fluminense antes de deixar a sigla.
Resumo: No Senado Federal, Flávio Bolsonaro pauta-se pela segurança pública, integrando a CSP e defendendo medidas de endurecimento penal. Historicamente envolve-se em controvérsias, com investigações em 2018 (Alerj) e 2019 (milícias cariocas). Em 2026, a PF investigou após material do The Intercept ligar Flávio e Eduardo a Daniel Vorcaro, com relatos de negociação de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse. O PL mira a presidência para ampliar capital político e defender o legado conservador.
No Senado Federal, Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, consolidou atuação na segurança pública como eixo de sua agenda, integrando a comissão temática da área (CSP) e defendendo medidas de endurecimento penal, com foco especial no território do Rio de Janeiro.
Ano de 2018 marca um ponto polêmico na trajetória do senador, quando ele foi alvo de investigação por possível desvio de salários de assessores durante seu mandato na Alerj. Em 2019, outra diligência foi aberta para apurar a relação dele com milícias cariocas, alimentando a pauta de controvérsia em sua vida pública.
Em 2026, a Polícia Federal voltou a monitorar Flávio após materiais divulgados pelo site The Intercept o associarem a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, hoje falido. Em mensagens trocadas no WhatsApp, o candidato seria relacionado a uma negociação de aproximadamente R$ 134 milhões para a produção do filme Dark Horse, que retrata parte da história da candidatura de 2018.
Disputa presidencial – Na corrida pelo Palácio do Planalto, Flávio consolidou a frente bolsonarista, superando crises na campanha e, em alguns cenários, chegando a empatar com o ex-presidente Lula na margem de erro e, ocasionalmente, a ultrapassá-lo em setembro. Representando o PL, ele busca o título inédito para ampliar seu capital político, visando fortalecer a leitura conservadora na liderança do país e manter o foco na defesa de seu pai.
As informações acima são baseadas em materiais amplamente divulgados pela imprensa e pelas reportagens relacionadas ao tema, com referência aos dados levantados pelo The Intercept. A redação do PrimeiroJornal mantém o compromisso de apurar fatos com rigor e transparência, reiterando que o objetivo é apresentar uma cobertura factual, sem extrapolações ou juízos de valor não verificáveis.

