BRICS, com Irã e Emirados Árabes, pede contenção no Oriente Médio

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico: Cúpula do BRICS em Nova Delhi divulga declaração de 35 páginas que expressa preocupação com tensões no Oriente Médio, critica tarifas comerciais unilaterais e defende maior papel do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. O documento, intitulado “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, foi apresentado neste sábado (12). Brasil é representado por Mauro Vieira; Modi, Xi Jinping, Putin, Ramaphosa, entre outros, marcaram presença.

BRICS realizou, neste fim de semana, uma reunião em Nova Delhi, capital da Índia, para apresentar uma declaração sobre temas globais. O encontro, que reuniu as principais economias emergentes, destacou tensões no Oriente Médio, críticas a tarifas comerciais unilaterais e a defesa de que o Brasil tenha um papel maior no Conselho de Segurança da ONU. A carta, intitulada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade”, foi divulgada neste sábado (12). O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao lado de chefes de Estado de outras nações.

Agência Brasil - imagem ilustrativa

Crédito: Agência Brasil

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Crédito: Agência Brasil

Presenças e contexto: O encontro reuniu figuras de relevância no cenário internacional, incluindo o anfitrião Narendra Modi e líderes de China (Xi Jinping), Rússia (Vladimir Putin), África do Sul (Cyril Ramaphosa) e Irã (Masoud Pezeshkian). O Brasil foi representado pelo ministro Mauro Vieira, com a perspectiva de que, em 2025, o bloco seja presidido pelo Brasil, com a próxima reunião anual prevista para julho, no Rio de Janeiro.

Guerra no Oriente Médio: Um dos focos da discussão foi a guerra no Oriente Médio, iniciada com ataques de EUA e Israel contra o Irã. O Irã negou as acusações de desenvolvimento de armas nucleares; em resposta à ofensiva ocidental, teria promovido ataques a Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita, aliados dos EUA e integrantes do BRICS, conforme o relato da declaração.

“Expressamos profunda preocupação com a continuação da escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

Em linguagem diplomática, é comum evitar citações diretas de nomes de países em pontos específicos, o que facilita a busca por consenso na redação das declarações, observa-se no próprio documento.

A presença de líderes de destaque no cenário global, como Modi, Xi Jinping, Putin, Ramaphosa e Pezeshkian, evidencia a relevância do BRICS para o mapa político internacional. O bloco também reforça, na declaração, a defesa de uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e mais aberto à participação de países em desenvolvimento.

Reforma da ONU: Em outro ponto, o BRICS defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU, visando torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, ampliando a participação de países em desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.

Resumo: 15 países assinam declaração sobre reformas no Conselho de Segurança da ONU, fortalecendo o apoio a Brasil e Índia para ampliar atuação na ONU, incluindo o próprio conselho. O documento critica tarifas e barreiras comerciais, defende moedas locais para pagamentos transfronteiriços e propõe um painel internacional sobre desigualdade. Palavras-chave: ONU, Brasil, Índia, tarifas, moedas locais, desigualdade.

Em uma declaração conjunta, 15 países defendem reformas no Conselho de Segurança da ONU e reforçam o papel do Brasil e da Índia para ampliar sua participação, incluindo o próprio conselho. O texto destaca que China e Rússia reiteram seu apoio às aspirações brasileiras e indianas de um papel mais ativo na organização internacional.

Tarifas: os signatários criticam as barreiras ao comércio internacional, em especial a imposição de tarifas unilateral. Em trecho citado pela declaração, o grupo afirma: “Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

O documento não cita nominalmente os Estados Unidos, país que adota tarifas a parceiros comerciais nos últimos anos. Além disso, o texto aponta que, assim como o Brasil e a China e a Índia, outros signatários veem a necessidade de ajustes nas práticas comerciais, sem detalhar um calendário ou mecanismos específicos.

Moedas locais: a declaração indica que os países caminham para soluções práticas de pagamentos transfronteiriços em moedas locais, mas não faz menção à criação de uma moeda específica do BRICS nem à substituição do dólar.

Combate à desigualdade: no 15º parágrafo, os signatários ressaltam que erradicar a pobreza em todas as suas formas é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. O documento também registra a proposta do Brasil e da África do Sul de estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.

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