Resumo: Jerônimo Rodrigues (PT) vence ACM Neto (PSD) com folga na Bahia, fortalecendo o governo estadual; Rui Costa e Jaques Wagner também obtêm vitórias expressivas, ampliando a vantagem da base aliada. No pleito federal, Lula fica 2% atrás de Bolsonaro, gerando tom amargo na comemoração. A vitória consolida o PT no estado e impõe leitura cuidadosa do cenário político.
Palavras-chave: Jerônimo Rodrigues, ACM Neto, Bahia, eleição 2026, Rui Costa, Jaques Wagner, Lula, Bolsonaro
Jerônimo Rodrigues (PT) venceu ACM Neto (PSD) na Bahia, no pleito de 2026, com folga sobre o adversário, consolidando a hegemonia petista no estado. Rui Costa e Jaques Wagner também superaram os concorrentes em suas disputas, abrindo vantagem de mais de um milhão de votos entre eles.
A composição do Legislativo estadual e da Câmara dos Deputados indicou que o PT, aliado a partidos satélites, não apenas manteve, mas ampliou a hegemonia no estado. Jerônimo avança com mandato confirmado e folga parlamentar para votações favoráveis ao governo.
No Senado, Jerônimo obteve votos superiores em relação ao antecessor e a Jaques Wagner, consolidando seu protagonismo dentro do bloco governista.
O novo mandato fortalece a atuação do governo estadual, mas abre a dúvida se a gestão seguirá mais alinhada a Rui Costa e Wagner ou se Jerônimo imprimirá seu estilo, gerando tensões com a oposição.
E A OPOSIÇÃO?
ACM Neto chega à leitura de 2026 em posição delicada. Em 2022 ele perdeu para Lula; agora, sabe-se que Jerônimo o superou. A derrota pode provocar rearranjos na oposição, com novas lideranças surgindo, como João Roma e Bruno Reis.
Sem mandato, Neto depende de articulações nacionais, incluindo possíveis apoios à chapa de Flávio Bolsonaro. A provável adesão da federação União Brasil-Progressistas pode influenciar o cenário baiano, mas ele corre o risco de ser taxado como bolsonarista, o que tem tentado evitar.
Apesar do recuo, Neto mantém relevância; não se pode descartar que tente liderar uma oposição mais coesa. O baiano encerra o pleito com força relativa, mas com desafios para o futuro.

