Resumo: No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia mudanças na equipe de campanha e pode convidar o marqueteiro João Santana, após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. O TSE apontou 47,03% para Bolsonaro e 45,16% para Lula, levando ao segundo turno em 25 de outubro. Dentro do PT, há divergência entre substituir Raul Rabelo por Santana ou apenas reforçar a equipe. Santana já montou campanhas vitoriosas para Lula, Dilma e Ciro Gomes.
Palavras-chave: Lula, João Santana, Raul Rabelo, PT, segundo turno, Metropoles, Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Bahia, Ceará, campanha eleitoral.
Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia alterações no comando de sua campanha após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), conforme apuração publicada pela imprensa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 47,03% dos votos válidos para Bolsonaro e 45,16% para Lula, número que consolidou o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A informação foi veiculada pelo colunista Igor Gadelha, do Metropoles, que relata que há diferentes leituras dentro do PT sobre a composição da equipe de comunicação.
São divergências dentro do PT – Uma ala do partido, apoiada por ministros ligados ao governo, defende que Santana substitua o marqueteiro atual, Raul Rabelo, empresário ligado a Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência. Em contrapartida, outra parte do grupo prefere apenas ampliar a estrutura com a entrada de Santana, mantendo Rabelo na função.
João Santana tem histórico de atuação em campanhas de alto perfil. Ele foi marqueteiro de Lula nas vitórias de 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, além da tentativa de Ciro Gomes à Presidência em 2022. O profissional já esteve preso no âmbito da Operação Lava Jato e firmou acordo de delação premiada.
Atuações recentes – Nesta temporada, Santana conduziu as campanhas de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia e de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará. Ambos foram derrotados ainda no primeiro turno pelos mesmos adversários do PT que haviam vencido em 2022: Jerônimo Rodrigues, reeleito governador da Bahia, e Elmano de Freitas, reeleito governador do Ceará.

