O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, defendeu a continuidade da agenda de reindustrialização do Brasil e disse esperar um cenário mais favorável para o setor em 2027, apesar das incertezas geradas pelo processo eleitoral após as eleições de 2026.
Segundo Passos, mesmo com as incertezas provocadas pelo ciclo eleitoral, o país não pode recuar na busca pelo fortalecimento da indústria nacional. Ele ressaltou que a expectativa de avanços na reindustrialização alimenta a visão de que 2027 ficará à frente de 2026 para o setor.
Ao comentar a campanha, Passos avaliou que o 1º turno não proporcionou espaço suficiente para o debate de propostas entre os candidatos. Para ele, o 2º turno deve ampliar o contraditório e a apresentação de ideias que orientarão as políticas nacionais nos próximos anos.
Ele também criticou a polarização dominante na disputa, afirmando que parte das discussões se concentrou em temas pouco conectados a caminhos para o desenvolvimento econômico e social do país.
Passos afirma que os debates entre os dois candidatos no 2º turno devem permitir uma análise mais aprofundada das propostas, conferindo maior autoridade ao vencedor para implementar a agenda desejada. Entre os temas que, na avaliação dele, deveriam estar no centro do debate, estão uma “verdadeira reforma tributária” e um processo de reindustrialização do Brasil. O dirigente defendeu que o cenário econômico e os desafios estruturais do país sejam analisados durante a reta final da disputa presidencial.

