Resumo jornalístico
- PGE defende nulidade definitiva de votos de Garotinho no Rio de Janeiro.
- Se o TSE concordar, Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, pode ser proclamado governador no primeiro turno.
- Parecer assinado pelo Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral, sustenta a desistência do recurso de Garotinho.
- Com a nulidade e o recálculo, Ruas pode ultrapassar 50% dos votos válidos, alterando o resultado.
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Rio de Janeiro — A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) protocolou nesta terça-feira um parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) defendendo a nulidade definitiva dos votos atribuídos a Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo estadual. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, parceira do PrimeiroJornal, caso o TSE acolha o entendimento, a proclamação de Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj, como governador eleito no primeiro turno torna-se provável.
O parecer, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa, posiciona-se favorável ao acolhimento do pedido de desistência do recurso apresentado pela defesa de Garotinho para tentar validar a candidatura. Espinosa sustenta que, embora o TSE costumem rejeitar desistências quando o ato altera o resultado final, a decisão do TRE-RJ de indeferir o registro deve ser mantida, gerando o mesmo efeito prático.
Impacto eleitoral: na apuração preliminar dos votos nominais, Ruas registrava 49,27% da preferência, frente a 42,76% de Eduardo Paes (PSD) e 3,17% de Garotinho, cujos votos estavam anotados como “anulados sub judice” até o julgamento de recursos. Com a desconsideração definitiva dos votos atribuídos a Garotinho e o recálculo dos votos válidos, o percentual de Ruas sobe para 50,89%, ultrapassando a maioria necessária para encerrar a disputa em turno único.

