Resumo da matéria
Condenação de dois homens pela morte de Valdir Macário, proprietário do Salão Valdir Cabeleireiro, em Salvador.
O júri, realizado no Fórum Ruy Barbosa, reconheceu homicídio qualificado e aplicou penas que somam mais de 50 anos de prisão aos réus Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos.
Patric Tupinambá recebeu 28 anos e 7 meses; Edgar Santos, 23 anos e 3 meses. Tupinambá também foi condenado a 5 anos e 4 meses por roubo de celular; cumprimento em regime inicial fechado.
Em Salvador, o 2º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri condenou Patric Ribeiro Tupinambá e Edgar da Silva Santos pela morte de Valdir Macário, proprietário do Salão Valdir Cabeleireiro, ocorrida em 12 de novembro de 2016 dentro do estabelecimento, na Avenida Vasco da Gama.
O julgamento, presidido pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira, teve duração de 14 horas e terminou nos primeiros minutos da madrugada de quarta-feira, com a leitura da sentença após a votação secreta de sete jurados.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Patric Tupinambá e dois homens não identificados atiraram contra Valdir, a mando de Edgar da Silva Santos, dentro do salão, no que ficou registrado como homicídio doloso qualificado.
Os jurados acolheram a tese acusatória, reconhecendo a autoria e a materialidade do crime e identificando as qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa e perigo comum a terceiros, neste caso, clientes do salão.
Além da condenação pelo homicídio, Tupinambá recebeu, em separado, 5 anos e 4 meses de reclusão pelo roubo de um celular durante o ato. A defesa e a acusação tiveram oportunidade de réplica e tréplica, conforme o rito processual.
Durante a sessão, duas irmãs da vítima foram ouvidas como testemunhas, e os réus foram interrogados antes do debate entre acusação e defesa. O conjunto de informações levou o juiz a determinar o regime inicial fechado para o cumprimento das penas.

