Resumo: PF deflagra a operação Magen no Rio de Janeiro para desarticular grupo ligado ao TCP, envolvido no comércio ilegal de armas, vazamento de dados da segurança pública, usura e lavagem de capitais. Investigação do Gise e Gaesf aponta núcleo estruturado para aquisição e venda de material bélico. Até 7h, cinco presos; Peixão continua foragido. Ação também ocorre em bairros da capital e cidades da região metropolitana.

Crédito: Divulgação/PF
Rio de Janeiro – Na manhã desta quarta-feira (7/10/2026), a Polícia Federal deflagrou a operação Magen para desarticular um grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armas, vazamento de dados restritos da segurança pública, prática de usura e lavagem de capitais para o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que domina o Complexo do Israel, na Zona Norte do Rio.
As apurações, conduzidas pelo Grupo de Investigações Sensíveis (Gise) e pelo Gaesf, identificaram que os criminosos contavam com a atuação de agentes da segurança pública, incluindo um policial civil e um policial militar da ativa, além de ex-policiais. Os policiais utilizavam o acesso a sistemas restritos da Administração Pública para ajudar o grupo.
Segundo a PF, o grupo mantinha um núcleo estruturado para a obtenção, transporte e revenda clandestina de material bélico. A investigação aponta que a organização comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Em uma etapa, os investigados chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.
Na operação, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão em imóveis na Barra da Tijuca, Copacabana, Parada de Lucas e Vila da Penha, no RJ, além de Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. Até as 7h desta quarta-feira, cinco pessoas já haviam sido presas; duas permaneciam foragidas, entre elas Peixão.
Em um imóvel de Angra dos Reis, a PF apreendeu um fuzil, uma pistola e carregadores. O suspeito foi preso preventivamente em sua casa, na Barra da Tijuca.
Dados sigilosos: a PF informou que policiais consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha informações sensíveis sobre mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais.
Fontes: Polícia Federal (PF) e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ); acompanhamento editorial do PrimeiroJornal.
Resumo: PF e MPRJ apontam esquema criminoso que movimentou mais de R$ 100 milhões em quatro anos, com recursos ocultos na economia formal. Denunciados respondem por organização criminosa armada, comércio ilegal de armas, violação de sigilo, usura e lavagem de capitais. Informação divulgada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Palavras-chave: PF, MPRJ, lavagem de capitais, extorsão, armas.
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou um grupo suspeito de explorar informações restritas para alertar cúmplices e orientar investigações clandestinas voltadas à extorsão e à obtenção de lucros ilícitos. A apuração aponta que o esquema atuou ao longo de quatro anos, sem data de início especificada no material disponível, envolvendo diversas frentes de atuação.
Movimentações milionárias
Conforme as investigações, os recursos oriundos das atividades criminosas eram integrados à economia formal por meio de sucessivas manobras de dissimulação, conforme apurado pela PF.
Mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados entre contas pessoais e de empresas de fachada ao longo do período investigado. O montante é considerado incompatível com as rendas declaradas pelos investigados, segundo a Polícia Federal.
Os envolvidos foram denunciados pelo MPRJ e devem responder, conforme as condutas, pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas e munições, violau00e7u00e3o de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir durante as apurações.
As apurações contam com informações divulgadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que destacam a gravidade do esquema e o alcance das atividades criminosas ao longo de quatro anos.

