Resumo: Polícia Federal deflagra a Operação Magen contra grupo ligado a facção no Complexo do Israel, RJ, com sete prisões preventivas e 18 buscas e apreensões. Investigações apontam venda ilegal de fuzis, vazamento de dados sigilosos e lavagem de dinheiro superior a R$ 100 milhões em quatro anos. Fonte: Agência Brasil, parceiro do PrimeiroJornal.
Complexo do Israel, Rio de Janeiro — A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Magen, com sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra um grupo ligado a uma facção criminosa atuante no Rio de Janeiro. A ação mira crimes como venda ilegal de fuzis de uso restrito e o vazamento de informações sigilosas, conforme informações da PF.

Crédito: Agência Brasil.

Crédito: Agência Brasil.
Entre os alvos da operação estão um policial civil, um policial militar e ex-policiais. A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) da PF, em parceria com o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio (MPRJ), identificou que a organização criminosa mantinha um núcleo estruturado para obtenção, transporte e revenda clandestina de armas.
Segundo a PF, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revolveres, pistolas, carregadores e munições. A apuração aponta que os alvos chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à principal liderança criminosa do Complexo de Israel.
Os policiais e ex-policiais conseguiram acessar sistemas restritos da Administração Pública e repassavam aos líderes da facção dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento. Com isso, os criminosos eram alertados sobre repressões e podiam ajustar estratégias operacionais; as informações também eram usadas para conduzir investigações clandestinas visando extorsões.
A lavagem do dinheiro obtido pelo esquema era realizada por meio de sucessivas manobras de dissimulação. Ao longo de quatro anos, mais de R$ 100 milhões foram movimentados entre contas pessoais e empresas de fachada, conforme apontado pela PF.
A PF informou que as ações visam desarticular a rede criminosa, proteger dados sigilosos e dificultar novas ações da facção no Complexo de Israel.
Fonte: Agência Brasil, parceiro do PrimeiroJornal.

