Grupo usava botão secreto para cobrar tarifa extra de táxis no Galeão

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo

PCERJ deflagra operação contra quadrilha que adulterava taxímetros no Galeão; dispositivo oculto no porta-malas elevava tarifas em cerca de 20%, com corridas que chegaram a R$ 900. Rede investigada pode envolver ~200 veículos; atuação também envolvia “jóqueis” que direcionavam turistas a táxis irregulares.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta quinta-feira (8/10/2026), uma operação que mira uma quadrilha suspeita de adulterar taxímetros para cobrar valores superiores às tarifas reais de corridas partindo do Aeroporto Internacional do Galeão. A investigação aponta que um dispositivo eletrônico escondido atrás de um botão no porta-malas multiplicava pulsos do sensor do táxi, elevando o valor final da corrida, com relatos de cobranças que chegaram a cerca de 20% acima do esperado e casos de até mais de R$ 900 para a Zona Sul do Rio. A apuração sugere que a rede envolve cerca de 200 veículos e que a prática seria parte de uma estrutura organizada, não de ações isoladas.

Divulgação/PCERJ
Grupo usava botão secreto para cobrar mais de passageiros de táxi no Galeão

Crédito: Divulgação/PCERJ

O inquérito teve início após a denúncia de um passageiro que, ao desembarcar, foi abordado por um homem que se apresentou como ligado ao serviço de táxi. No trajeto, ele percebeu o salto repentino na tarifa; ao chegar ao destino, verificou ter pago aproximadamente 50% a mais.

Perícia e dispositivo – Durante as diligências, a PCERJ localizou o veículo suspeito e o encaminhou à perícia. O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou a presença de uma placa eletrônica conectada ao taxômetro, capaz de multiplicar os pulsos do sensor e elevar a tarifa. O aparato estava oculto atrás de um botão do porta-malas e poderia ser acionado discretamente pelo motorista, acrescentando, em uma única operação, cerca de 20% ao valor da corrida.

Organização e instalação – As investigações indicam que o mecanismo não funcionava de forma isolada, mas integrava uma estrutura organizada de fraude. Documentos apreendidos apontam que a instalação do equipamento era exigida pela empresa responsável pela locação dos táxis e ocorria em uma oficina indicada pelo grupo.

Frota e passagem automática – Segundo a PCERJ, a frota vinculada ao grupo pode chegar a aproximadamente 200 veículos. Há indícios de que o sistema já poderia ter vindo instalado de forma automática antes da entrega dos carros aos motoristas locatários, o que permitiria operação contínua e silenciosa.

Atuação no aeroporto – Os investigadores identificaram a atuação de “jóqueis” no aeroporto, que abordavam passageiros, especialmente turistas e pessoas que não conheciam a cidade, e recebiam comissões por direcioná-los aos veículos sem autorização para operar no terminal aeroportuário.

Resumo: Operação policial no Rio de Janeiro desarticula esquema de fraude ligado à locação de táxis. Alvos incluem a sede de um grupo empresarial, o pátio de frota e a oficina que instala o dispositivo fraudulento. Mandados de busca foram cumpridos em Rocha, Piedade (Zona Norte), Centro e no terminal do Aeroporto Internacional do Rio, com apoio da Coant. Várias pessoas já foram conduzidas para depor. Palavras-chave: operação policial, Ilha do Governador, Barbante, DRCPIM, DAirJ, Deat, Coant.

Ilha do Governador, Rio de Janeiro – Nesta quinta-feira (8/10), policiais civis das delegacias DRCPIM (Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial), DAirj (Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro) e Deat (Turismo) deflagraram uma operação para desarticular um esquema de fraude ligado à locação de táxis. Segundo informações da investigação, os chamados “joqueis” são coordenados por um integrante do tráfico de drogas que atua na comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, localizada ao lado do aeroporto.

Os alvos da ação incluem a sede operacional e o pátio de frota de um grupo empresarial de locação de táxis, uma pessoa jurídica vinculada a ele e a oficina responsável pela instalação do dispositivo fraudulento.

As equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços nos bairros Rocha e Piedade, na Zona Norte do Rio, no Centro da cidade e no terminal aeroportuário. A diligência também conta com o apoio da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant). Até o momento, várias pessoas foram conduzidas para prestar depoimento.

Além disso, a investigação indica que a organização criminosa vem tentando impor aos taxistas autorizados que atuem conjuntamente com os captadores, submetendo o serviço legalizado ao seu control. Segundo informações da PCERJ, essa prática ainda não se concretizou.

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