Resumo: O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, negou nesta quarta-feira (7) qualquer acordo para poupar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de impeachment. Boatos sobre encontro com Gilmar Mendes alimentaram o debate. Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou ter ouvido falar de negociações, defendendo o impeachment como prioridade; Marinho criticou Lula e citou a participação da primeira-dama Janja na campanha do PT como fator de apoio a Bolsonaro. Palavras-chave: impeachment Moraes, Rogério Marinho, Gilmar Mendes, Nikolas Ferreira, Janja, Lula, STF.
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), desmentiu nesta quarta-feira (7) que o partido esteja costurando um acordo para poupar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de um eventual impeachment. A equipe da campanha classificou a informação como fake news e reiterou o compromisso com a verdade.
O debate sobre essa suposta costura ganhou força após boatos circularem nas redes sociais de um suposto encontro entre Rogério Marinho e o ministro Gilmar Mendes. Marinho negou veementemente a versão e ressaltou que não haverá vingança contra o STF, mas garantiu que o novo Congresso não fechará os olhos para os problemas do país.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) disse ter ouvido rumores sobre uma negociação para “livrar a pele” de Moraes. Em entrevista na noite desta quarta, ele repudiou qualquer acordo e afirmou que o impeachment deve ser prioridade do Senado a partir do início do próximo ano. Ferreira também defendeu que Moraes tenha ampla defesa e julgamento justo e imparcial, mas declarou que, segundo ele, o ministro cometeu “crimes contra a humanidade e direitos humanos” e precisa pagar pelas ações.
Além de negar qualquer costura com o STF, Marinho criticou o presidente Lula e comentou a participação da primeira-dama Janja na campanha do PT. Em tom irônico, disse que Janja se tornou a grande cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

