Resumo: Lula critica patrocínios de casas de apostas no futebol diante da MP 1.394/2026, que encerra apostas online. Governo defende que clubes busquem fontes de renda alternativas e avalia transformação de equipes em empresas. Proibição gera protestos na 29ª rodada do Brasileirão.
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Brasília — Em conversa com repórteres na noite de quinta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a questionar a atuação de clubes com patrocínios de casas de apostas. Ele comentou a Medida Provisória n° 1.394/2026, que determina o fim das operações de apostas esportivas online e cassinos no Brasil.
A MP, publicada em 25 de setembro, estabelece o fim das apostas online; o prazo para adequação encerrou na segunda-feira (5), obrigando clubes de várias séries a retirar marcas de apostas de uniformes e de espaços publicitários.
O chefe do Executivo afirmou que as agremiações precisam buscar novas fontes de financiamento e chegou a sugerir que alguns clubes possam se transformar em empresas, questionando: “Os times podem virar empresas?”
Para ele, os recursos vindos das plataformas de apostas teriam mantido parte dos clubes dependentes de patrocínios, e o futebol precisa adotar práticas empresariais para se manter.
“Por que recorrer à facilidade do cassino ou usá-la pelo celular? Não haverá mais isso. Eles vão precisar se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como em muitos lugares do mundo”, afirmou o presidente.
Lula também rebateu a ideia de que a proibição comprometerá a continuidade das atividades esportivas. Ele lembrou conquistas históricas do futebol brasileiro antes da expansão das apostas e citou: “Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets”.
O presidente associou a medida à proteção da renda familiar, argumentando que as plataformas de apostas passaram a comprometer recursos destinados às necessidades básicas. “Enquanto eu for presidente, não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam usados para enriquecer ou lavagem de dinheiro”, declarou.
CLUBES PROTESTAM CONTRA A PROIBIÇÃO — A posição do governo provocou reações no futebol brasileiro, especialmente entre equipes com contratos com operadoras de apostas. Durante a 29ª rodada do Brasileirão, placas publicitárias exibiram mensagens contrárias à MP.
Resumo: Mobilização do setor de apostas e clubes defende a continuidade das atividades regulamentadas sob a bandeira “Proibir não é proteger”. O Flamengo exibiu a mensagem em campo durante o empate com o Santos, no dia 8. Governo federal e STF discutem a Medida Provisória sobre apostas esportivas; Lula cita SAF, já adotado por Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco.
A Medida Provisória que regula as apostas esportivas envolve o governo federal e o STF, com entidades do setor e clubes de futebol fortalecendo a defesa da continuidade das atividades regulamentadas.
A Medida Provisória ficou em debate no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o Governo Federal sustenta a constitucionalidade da norma. Já representantes do setor alertam que a suspensão das operações poderia causar perdas econômicas, demissões e queda na arrecadação tributária.
O modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), citado pelo presidente Lula, permitiria que clubes organizassem suas atividades sob uma estrutura empresarial, com regras próprias de gestão, investimentos e governança. Entre as equipes brasileiras que já adotaram o formato, segundo o texto, estão Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Vasco.
O Flamengo também utilizou o uniforme para divulgar a mensagem durante o empate com o Santos, na quinta-feira (8). A manifestação ocorreu enquanto entidades ligadas às casas de apostas questionam judicialmente a proibição.
A mobilização, portanto, reforça o esforço de manter o regime regulatório vigente, enquanto governo e judiciário avaliam os impactos econômicos e legais da medida.

