Senado alega sigilo parlamentar para não divulgar visitas de Lulinha, Vorcaro e Viviane Moraes

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: Pedido de informações sobre visitas ao Senado, feito pelo vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, é negado pela Advocacia do Senado. O órgão cita risco de violação do sigilo parlamentar e a necessidade de preservar a independência do Poder Legislativo.

O caso envolve o pedido de registros de visitas no Senado entre fevereiro de 2019 e o início de 2026, apresentado ao STF pela vereança localizada em Curitiba, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI); a reivindicação foi apresentada, mas não atendida.

Principais envolvidos: Guilherme Kilter, vereador de Curitiba; Luiz Fux, ministro do STF; Advocacia do Senado.

Autoria e finalidade: o pleito busca dados sobre entradas de oito pessoas associadas a contatos políticos.

Curitiba – Em resposta a um pedido de explicações feito pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia do Senado afirmou que não é possível divulgar registros de entrada de visitantes, citando o risco de violar o sigilo parlamentar e de comprometer a independência do Poder Legislativo.

O caso envolve o vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo), que recorreu ao STF para obter informações sobre visitas registradas no Senado entre fevereiro de 2019 e o início de 2026. A defesa afirma ter base na Lei de Acesso à Informação (LAI), porém sustenta que o pedido foi negado.

Lista de pessoas mencionadas no pedido original inclui oito nomes: Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha); Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Daniel Vorcaro; José Ferreira da Silva (Frei Chico); Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS); Felipe Macedo Gomes; Anderson Cordeiro de Vasconcelos; e Américo Monte Junior.

Na manifestação, a Advocacia do Senado argumenta que os registros de entrada e saída podem revelar fontes, interlocutores e articulações políticas protegidas pela Constituição, e, por isso, não deveriam ser disponibilizados a particulares apenas com base na LAI.

O órgão ainda invocou o artigo 53 da Constituição, que protege os congressistas da obrigação de testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas no exercício do mandato e sobre seus interlocutores. Segundo a Advocacia do Senado, divulgar tais registros poderia reconstruir agendas e expor contatos políticos, comprometendo a confidencialidade da atividade parlamentar e, em seu entendimento, equiparando esse sigilo ao da fonte jornalística.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

PF: Vorcaro não citou em depoimento sobre R$ 30 milhões ao filme de Lula

Resumo: Polícia Federal emite nota de esclarecimento refutando reportagem da Veja sobre o banqueiro Daniel Vorcaro; afirma que ele não prestou depoimento com...

Lula cobra clubes para se tornarem SAFs e critica patrocínios de apostas

Resumo: Lula critica patrocínios de casas de apostas no futebol diante da MP 1.394/2026, que encerra apostas online. Governo defende que clubes busquem...

Atlasintel aponta Flávio Bolsonaro com 52,8% e Lula com 47,2% no 2º turno

Resumo: AtlasIntel/Bloomberg aponta Flávio Bolsonaro (PL) à frente no segundo turno...