Lula diz que PT vai à Justiça após TSE suspender canal “Exército do Lula”

Escrito por: Diógenes Cunha

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O candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que o Partido dos Trabalhadores entrará na Justiça contra a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, medida determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A decisão atendeu a uma representação da campanha do também candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criador da plataforma, classificou o bloqueio como um ato de censura.

A representação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro alega que André Janones estaria coordenando a disseminação de conteúdos ofensivos e desinformativos contra o candidato do PL, com o conhecimento e benefício da candidatura de Lula. Segundo a denúncia, o canal de WhatsApp era utilizado para distribuir “missões” de compartilhamento entre usuários e empregava recursos públicos de campanha para impulsionar propaganda negativa. A acusação sustenta ainda que o grupo veiculava desinformação sobre o suposto cancelamento de benefícios e programas sociais caso Flávio vença a eleição.

Em manifestação nas redes sociais, André Janones, reeleito para a Câmara com cerca de 79 mil votos, negou qualquer irregularidade e declarou que “a censura já começou.” De acordo com o parlamentar, o grupo do WhatsApp reunia 3,3 milhões de pessoas e tinha como foco exclusivo mobilizar e orientar eleitores para o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro.

Em transmissão ao vivo realizada no Instagram, Janones afirmou que nenhuma notícia falsa foi publicada no canal e que a estrutura estava apenas na fase de cadastro de perfis e explicação de funcionamento. O deputado atribuiu a ação do PL ao “medo” de sua atuação digital e ressaltou que, embora a ordem do TSE o impeça de criar novos canais na rede social de mensagens, ele manterá a mobilização por meio do Instagram.

Falando à imprensa antes de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula afirmou que o PT recorrerá contra a medida. “Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou o candidato. O presidenciável questionou abertamente a imparcialidade das decisões do TSE e lembrou que Kassio Nunes Marques foi indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de seu adversário direto na disputa.

Lula declarou vir percebendo decisões tendenciosas contra a sua chapa e enfatizou que o partido não aceitará o fechamento do canal de um apoiador focado no engajamento eleitoral.

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