Resumo: Absolvição de Felipe Souza Bruno no caso de assassinato de João Rebello, ocorrido em outubro de 2024 em Trancoso, Bahia. MP da Bahia e defesa pediram a absolvição por falta de provas; a acusação defendia a condenação. A família de Rebello cobra esclarecimentos e pode recorrer ao TJ-BA, que pode abrir novo julgamento.
Trancoso, Bahia – Em 24 de outubro de 2024, João Rebello foi morto a tiros dentro de um veículo na Praça da Independência, em Trancoso. O caso teve como único réu Felipe Souza Bruno, que foi absolvido pela Justiça por falta de provas de participação no crime. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a defesa haviam pedido a absolvição, enquanto os assistentes de acusação defendiam a condenação. Felipe era o único acusado a compor o banco dos réus.
Detalhes do processo – A investigação inicial apontava a participação de três homens no assassinato. Um dos suspeitos, Anderson Nascimento Sena, conhecido como Danda, morreu em confronto com a Polícia Militar, enquanto Wallace Santos Oliveira, conhecido como WL, foi impronunciado pela Justiça por falta de indícios suficientes de autoria, afastando a possibilidade de julgamento pelo Tribunal do Júri. Felipe permaneceu preso desde janeiro do ano anterior e aguardava os trâmites para deixar o Conjunto Penal de Eunápolis.
Recursos e reação da família – A família de João Rebello pode recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), com a possibilidade de solicitar um novo julgamento. Nas redes sociais, a Maria Carol Rebello, irmã do artista, desabafou: “Estamos cansadas emocionalmente e a saudade é infinita. Nada vai trazer meu irmão de volta, tudo que a gente sempre quis foi entender o que aconteceu e o que levou esse engano horroroso. A índole do meu irmão nunca foi questionada, desde o início sempre foi claro que ele foi assassinado por engano, mas fica o questionamento do que aconteceu, quem mandou fazer e quem fez essa atrocidade. Era essa a resposta que a gente queria… não existem provas concretas, e a justiça decidiu assim!.”
SOBRE O CRIME – João Rebello foi morto a tiros no dia 24 de outubro de 2024, dentro de um veículo na Praça da Independência, em Trancoso. Segundo a investigação, ele poderia ter sido confundido com outra pessoa que recebia ameaças por sua proximidade com policiais.

