Resumo: Belford Roxo (RJ) – a PF deflagrou a 8ª fase da Operação Unha e Carne para investigar possível ligação entre a gestão municipal do ex-prefeito Mário Canella e a cúpula do Comando Vermelho. O Coaf aponta movimentação de cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa é citado como elo entre as partes; diálogos indicam troca de obras por favorecimento político e controle do território.
Belford Roxo, RJ – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 15/10, a 8ª fase da Operação Unha e Carne, mirando suposta ligação entre a gestão municipal do ex-prefeito Mário Canella e a cúpula do Comando Vermelho. O capitão da Polícia Militar, Ale ssander Ribeiro Estrella Rosa, preso em fevereiro, é apontado como interlocutor entre os interesses da prefeitura e o CV, conforme o material que fundamentou a decisão do STF.
O documento da PF que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, autorizando a deflagração da fase, sustenta que o PM atuava como ponte entre a gestão municipal e a facção criminosa. Ainda segundo a PF, Estrella Rosa mantinha diálogo com integrantes da cúpula do CV para viabilizar ações conjuntas.
“Nos diálogos travados entre o capitão da Polícia Militar e as lideranças de cúpula do CV, constatou-se que o referido oficial agia expressamente como canal de interlocução e intermediário dos interesses da gestão municipal chefiada por Mário Canella.”
Segundo o documento, os traficantes teriam concordado em retirar barricadas para permitir a realização de obras públicas, que depois seriam exploradas politicamente pela prefeitura.
Em troca, a prefeitura e o policial teriam garantido a redução das operações policiais e o retorno do controle do território após a conclusão das obras de asfaltamento, segundo as investigações em curso.
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Investigações
De acordo com o Coaf, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A apuração ressalta a complexa rede de vínculos entre autoridades públicas e organizações criminosas, com impactos potenciais sobre recursos e decisões municipais.
As informações, obtidas pela Polícia Federal, permanecem sob sigilo, e as autoridades não divulgaram novos detalhes sobre prisões adicionais ou próximos passos da operação. A PF informou que as investigações continuam em andamento para esclarecer a atuação de icalizadas ligações entre a gestão Canella, o PM envolvido e membros da facção criminosa.
Crédito: Reprodução/Redes sociais
Crédito: Reprodução/Redes sociais

