Resumo: PF deflagra a Operação Ligna Ficta para investigar o comércio e transporte de madeira nativa ilegal; cinco mandados de busca e apreensão são cumpridos em GO, MT e MG; atuação visa mapear participação de investigados, fornecedores, compradores e a origem da madeira.
Barra do Garças, MT — A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Ligna Ficta para investigar a atuação de um grupo suspeito de comercializar e transportar madeira nativa ilegalmente e de fraudar os sistemas oficiais de controle florestal.

A apreensão de um caminhão, em Barra do Garças (MT), com cerca de 52 metros cúbicos de jatobá sem Documento de Origem Florestal (DOF) e com nota fiscal descrevendo produto diverso do transportado, deu início às investigações.
A ação, que recebeu o codinome Ligna Ficta, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Seção Judiciária de Barra do Garças (MT), nas cidades de Barro Alto (GO) e Unaí (MG).
Durante a ação, batizada de Operação Ligna Ficta, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal Cível e Criminal da Subsecção Judiciária de Barra do Garças (MT), nas cidades de Barro Alto (GO) e Unaí (MG).
Os materiais apreendidos durante o cumprimento das medidas judiciais serão submetidos a perícia e examinados pelos investigadores. A PF afirmou que o objetivo é delimitar a participação de cada investigado e identificar fornecedores, compradores e a origem da madeira comercializada.
A apuração aponta ainda que madeireiras localizadas em Goiás e Minas Gerais atuavam de forma coordenada na negociação, no financiamento do transporte e na comercialização da madeira, além de identificar o uso de créditos florestais sem correspondência física de madeira e a abertura sucessiva de empresas para manter as atividades ilegais.

