Resumo
Salvador: Rui Costa, ex-governador da Bahia e senador eleito, criticou o bolsonarismo e episódios de violência na manhã deste domingo, durante conversa com a imprensa no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, local de votação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Destaques: atribui à oposição traços de violência, preconceito e uso de armas; cita agressão de um adolescente por um policial bolsonarista; denuncia ataques à imprensa durante a campanha; rejeita a ideia de arma como defesa pessoal.
Palavras-chave: Rui Costa, bolsonarismo, violência, imprensa, porte de arma, Bahia
Salvador – O ex-governador da Bahia e hoje senador eleito Rui Costa criticou com veemência o bolsonarismo e os recentes episódios de violência que têm marcado o país, em conversa com a imprensa na manhã deste domingo, no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, o mesmo local onde Jerônimo Rodrigues (PT) vota. Costa disse que o clima político se tornou hostil e que a violência é uma característica essencial do campo adversário.
“Eu cheguei a postar no meu Instagram vários episódios de violência. Essa é a característica, é a essência do bolsonarismo: é a violência, é preconceito, é racismo. É portar arma para agredir os outros”, afirmou o petista aos jornalistas presentes, ao reiterar suas preocupações com o tom do debate público.
Para sustentar o raciocínio, Costa citou casos recentes que, na avaliação dele, desconstruem a ideia de que o armamento civil seria apenas para defesa pessoal. “Eu vi um outro policial bolsonarista, com a arma em punho, agredir um menino adolescente de 14 ou 15 anos”, relatou, enfatizando que tais comportamentos contradizem a defesa de direitos individuais.
Costa também denunciou ataques dirigidos à imprensa durante a campanha, lembrando que as agressões costumam ocorrer como retaliação a perguntas que desagradam aos opositores. “Agredindo jornalistas, publiquei no meu Instagram vídeos deles nessa campanha agredindo jornalistas, porque as perguntas não eram conforme eles gostariam de ouvir”, disse, associando as agressões à resistência a questionamentos críticos.
Por fim, o parlamentar rejeitou o discurso que coloca o porte de arma como defesa legítima. “Não é para se defender. Essa conversa fiada de que portar arma… O porte de arma deles é para ameaçar e agredir o próximo. Não é pra se defender coisa nenhuma”, concluiu, consolidando sua crítica ao argumento de uso pessoal de armamentos como justificativa política.
