Resumo:
STF determina o cancelamento dos passaportes de Flávio Bolsonaro, incluindo o diplomático.
PF intimou o senador a entregar documentos em 24 horas.
Proíbe deixar o país e contato com o advogado Willer Tomaz.
Caso tramita em sigilo no STF; alerta migratório será incluído no SONAR.
Palavras-chaves: Flávio Bolsonaro, PF, Moraes, passaportes, Willer Tomaz, SONAR, STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal cancele todos os passaportes de Flávio Bolsonaro, incluindo o diplomático. A intimação ocorreu na manhã desta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, com prazo de 24 horas para a entrega da documentação. A decisão também impõe restrições adicionais, proibindo o senador de deixar o país e qualquer contato com o advogado Willer Tomaz, direto ou por intermediários. A informação foi revelada pela Coluna Manoela Alcântara e confirmada por fontes policiais.
Em diligências registradas, investigadores identificaram, em dados armazenados na nuvem vinculados ao advogado Willer Tomaz, um e?mail indicando que Flávio Bolsonaro figurava como “usuário master” de uma conta associada ao escritório. Esse elemento compõe o material levado às autoridades e alimenta a linha de apuração sobre possíveis ligações entre o senador e o escritório, segundo apuração da coluna.
Moraes determinou ainda que o Ministério das Relações Exteriores seja formalmente comunicado para adotar as providências cabíveis. Além disso, a PF deverá incluir um alerta migratório no sistema SONAR, utilizado para o controle de entradas e saídas do Brasil. O caso segue em sigilo no STF.
Em tom divulgado em vídeo, Flávio Bolsonaro disse ter ido ao encontro do pai, Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar. De acordo com o senador, ao sair da residência, a PF o intimou a entregar seus passaportes e o proibiu de deixar o país. “Hoje de manhã fui visitar meu pai, e, ao sair, fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou. Ele afirmou que cumprirá a ordem, mas ressaltou que não pretende deixar o Brasil: “vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar.”
Complementando o mosaico de posições, Eduardo Bolsonaro comentou na última sexta-feira (23/10) que, caso o irmão seja derrotado nas eleições, ele deveria deixar o Brasil. Segundo ele, Flávio ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.

