Resumo: Agentes das Polícias Civis da Bahia, do Paraná e de Mato Grosso do Sul prenderam preventivamente um homem de 30 anos, ligado a golpe da falsa entrevista de emprego em Feira de Santana. O suspeito, já custodiado por estelionato em MS, teve seis mandados de busca e apreensão cumpridos. Dados das vítimas foram usados para empréstimos, financiamentos e transferências fraudulentas, incluindo uma caminhonete de cerca de R$ 200 mil.
Palavras-chave: golpe de entrevista de emprego, Feira de Santana, estelionato, fraudes financeiras, empréstimos, financiamento de veículo
Feira de Santana, Bahia — Nesta terça-feira (27), agentes das Polícias Civis da Bahia, do Paraná e de Mato Grosso do Sul prenderam preventivamente um homem de 30 anos, investigado por aplicar o golpe da falsa entrevista de emprego em agosto, no município de Feira de Santana, localizado no Portal do Sertão Baiano. O suspeito foi localizado em uma unidade prisional em Mato Grosso do Sul, onde já se encontrava custodiado por estelionato. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.
As investigações apontam que o homem alugou uma sala comercial no centro da cidade e utilizou um aplicativo de mensagens para convocar diversas pessoas para falsas entrevistas de emprego em uma empresa do ramo farmacêutico, oferecendo salários de até R$ 8 mil.
De acordo com o delegado José Marcos Lima, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana, após obter os dados pessoais das vítimas, o suspeito fugiu do estado.
“Durante as entrevistas, as vítimas eram orientadas a colocar os aparelhos celulares no modo avião e a realizar procedimentos de reconhecimento facial, mediante registros fotográficos e gravações de vídeos, sob a justificativa de que seriam etapas obrigatórias do processo de admissão. Em determinado momento, o suspeito solicitou que os candidatos permanecessem aguardando na sala, retirou-se do estabelecimento carregando uma mala e não retornou”, detalhou o delegado.
As apurações indicam que os dados pessoais foram usados indevidamente para a contratação de empréstimos bancários, financiamentos de veículos e a realização de transferências financeiras fraudulentas. Entre as operações identificadas, destaca-se o financiamento de uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 200 mil.
