PF aponta risco de fuga e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir passaporte de Flávio Bolsonaro

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: PF aponta indícios concretos de possível fuga de Flávio Bolsonaro e pediu a apreensão do passaporte e a proibição de deixar o Brasil. Fatores citados incluem declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, a capacidade financeira do senador e uma estrutura no exterior que permitiria permanência prolongada. A PF também cita Willer Tomaz em Miami e um possível financiamento ligado a apostas esportivas e ao filme Dark Horse.

A Polícia Federal identificou indícios considerados concretos e atuais de uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) e encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, pedido para a apreensão do passaporte e a proibição de ele deixar o Brasil.

Segundo os investigadores, três fatores fundamentaram a preocupação: as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro incentivando a saída do país em caso de derrota; a capacidade financeira de Flávio; e a existência de uma estrutura no exterior que permitiria uma permanência prolongada.

O prazo para Flávio apresentar o passaporte venceu às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Conforme informações publicadas no blog da jornalista Andreia Sadi, no G1, a PF investiga se o senador deixou o Brasil após as eleições de domingo (25), mesmo diante da determinação judicial que o impede de deixar o país.

No pedido, a PF citou declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota e mencionou a condenação do próprio Eduardo por coação no curso do processo.

A corporação também destacou que Willer Tomaz, investigado com Flávio em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro, está em Miami desde agosto de 2026, após ter sido alvo da Operação Sem Desconto.

Segundo os investigadores, Tomaz dispõe de recursos para permanecer no exterior por tempo indeterminado. A PF também investiga se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enviados aos Estados Unidos por intermédio do doleiro Antonio Freixo, podem ter financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no país, onde o deputado cassado vive desde fevereiro de 2025.

No relatório, os investigadores afirmaram que não está descartada a hipótese de que parte desses valores tenha financiado a permanência de Eduardo Bolsonaro no território americano. A apuração sobre Flávio também envolve a relação com Willer Tomaz e suspeitas ligadas a empresas e apostas esportivas; o caso tramita sob sigilo. Também há investigação sobre possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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