Secretarias da Saúde, Políticas Públicas para Mulheres, Justiça e Direitos Humanos celebram a formatura da 1ª turma do curso Formação de Cuidador da Pessoa Idosa
Bahia: 42 cuidadoras da Pessoa Idosa formadas na primeira turma do Curso de Formação em Cuidador da Pessoa Idosa.
Parcerias entre SESAB, SPM e SJDH, com certificação pela ESPBA e coordenação técnica do CREASI.
Evento no auditório da ESPBA reforçou o papel do cuidado na Rede de Atenção à Saúde.
Participantes destacam impacto social e econômico da profissão, que já é reconhecida, mas carece de regulamentação.
Bahia recebeu hoje (29) 42 cuidadoras da Pessoa Idosa na primeira turma do Curso de Formação em Cuidador da Pessoa Idosa, iniciativa que reúne a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A certificação ficou a cargo da Escola de Saúde Pública da Bahia (ESPBA), com a coordenação técnica do Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso (CREASI).
O ato de encerramento contou com a presença de autoridades estaduais: Camila Batista, Secretária de Política para as Mulheres; Trícia Calmon, representando a SJDH como Superintendente de Defesa dos Direitos Humanos; Liliane Mascarenhas, Diretora de Gestão do Cuidado da SESAB; Helena Pataro, Diretora do CREASI; e Iêda Santos, Coordenadora de Residência em Saúde da ESPBA.
O auditório da ESPBA reuniu emoção, gratidão e celebração ao destacar o papel das cuidadoras como integrantes centrais da Rede de Atenção à Saúde, com foco no suporte diário, melhoria da qualidade de vida, escuta, acolhimento, preservação da dignidade e combate ao isolamento. O debate também reforçou o reconhecimento social e econômico deste trabalho, alinhado ao Plano Nacional de Cuidados do governo federal, que já contempla a relevância da profissão, ainda sem regulamentação.
Dados da PNAD 2022 do IBGE apontam a predominância de mulheres na área de cuidados no Brasil, com média de 3 horas diárias dedicadas a tarefas domésticas e, ao somar o trabalho remunerado, mais de 54 horas semanais dedicadas a funções de cuidado em casa e no trabalho.
Valéria Pimentel Ribeiro, 62 anos, uma das formandas, cuida da mãe com Alzheimer; ela ressaltou que o curso revelou que a história da família continua viva, mesmo diante da doença, destacando que a sala abriga relatos parecidos e que o cuidado envolve empatia aliada a técnica. “A história não é só minha”, enfatizou. Jacqueline Neves, cuidadora formal, afirmou que o curso trouxe segurança e ampliou a dimensão do cuidado, qualificando-a para atuar de forma mais ampla, “premium”.
Liliane Mascarenhas ressaltou a importância do curso e da articulação entre as secretarias para abrir novas iniciativas. Helena Pataro observou que o curso preenche lacunas impostas pelo envelhecimento da população e apresentou o encerramento deste primeiro ciclo com agradecimentos a todas as cuidadoras, às pessoas idosas que inspiram o cuidado e a equipe envolvida no projeto.






