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BYD abre três novas fábricas em Camaçari para acelerar a nacionalização de veículos

BYD abre três novas fábricas em Camaçari para acelerar a nacionalização de veículos
BYD abre três novas fábricas em Camaçari para acelerar a nacionalização de veículos

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RESUMO: BYD amplia produção em Camaçari, Bahia, com três novas fábricas para nacionalizar veículos baianos; testes de estamparia, soldagem e pintura começam em novembro; meta de >50% de conteúdo local a partir de 2027 e expansão de exportações para o Mercosul.

A BYD planeja ampliar o complexo de Camaçari com a implantação de três novas unidades, para incorporar etapas de carroceria, soldagem e pintura, além da montagem final já em operação. Segundo apuração do Poder360, os testes de produção devem começar ainda em novembro.

O conjunto, inaugurado em outubro de 2025, opera hoje principalmente no regime SKD (semi-knocked down), recebendo peças em módulos para remontagem local. Com a expansão, a produção deverá incluir as etapas anteriores à montagem final, elevando o conteúdo local.

Meta: superar 50% de conteúdo local na produção a partir de janeiro de 2027, segundo a BYD.

Atualmente, a unidade baiana produz quatro modelos elétricos — Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2 —, com capacidade instalada inicial de 150 mil veículos por ano, prevista para chegar a 600 mil unidades anuais ao fim de todas as fases do projeto.

Segundo estudo do Observatório da Indústria, a operação emprega mais de 9,5 mil pessoas diretas, das quais cerca de 90% são Baianas, tornando a BYD a segunda maior empregadora do setor industrial da Bahia.

Em relação à transferência de tecnologia, Baldy afirmou que as regras da China para ativos estratégicos em operações no exterior são restritivas; a decisão sobre novos acordos depende também de ações diplomáticas, e parte dos componentes continuará sendo importada da China.

O complexo ocupa uma área de 4,65 milhões de m², localizado onde ficava a antiga fábrica da Ford, e foi inaugurado com investimento inicial de R$ 5,5 bilhões, sendo o maior centro industrial da BYD fora da China. A expansão também objetiva abrir caminho para exportações ao Mercosul, especialmente para a Argentina, onde há exigências de conteúdo regional e tarifas que podem chegar a 35%.

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