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Caged aponta que o Brasil criou 121,3 mil empregos em setembro

Caged aponta que o Brasil criou 121,3 mil empregos em setembro
Caged aponta que o Brasil criou 121,3 mil empregos em setembro

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RESUMO: Caged aponta abertura de 121,3 mil empregos formais em setembro; saldo 24,7% acima de agosto (161 mil). queda de 43,5% frente a setembro do ano anterior; acumulado jan-set: 1.248.914 (2026) e 1.731.398 (2025).

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgou dados nesta semana indicando a abertura de 121,3 mil vagas formais em setembro, com o saldo entre contratações e demissões crescendo 24,7% frente a agosto, que havia registrado 161 mil admissões.

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Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a criação de empregos caiu 43,5%, já que setembro de 2025 teve cerca de 214,6 mil postos com ajuste, levando em conta declarações entregues com atraso pelos empregadores. Em relação ao mesmo período anterior, o cenário aponta menor expansão.

A metodologia do Caged foi alterada em 2020, o que torna impraticável a comparação direta com anos anteriores a 2020.

ACUMULADO

De janeiro a setembro, há uma queda de 27,9% no acumulado de vagas formais. Foram 1.248.914 contratações nos primeiros nove meses de 2026, ante 1.731.398 em igual período de 2025.

SETORES

Quatro dos cinco ramos pesquisados registraram criação de vagas em setembro; a Agropecuária foi a única com resultado negativo.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (transformação, extração e outros): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, setembro é fraco para a Agropecuária pelo início do plantio; ainda assim houve dinamismo na indústria, com fábricas se preparando para o Natal.

DESTAQUES

No setor de serviços, o crescimento foi puxado por atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil vagas. Saúde humana e serviços sociais contribuíram com 15,4 mil vagas, e transporte, armazenagem e correio criaram 13,2 mil postos.

Na indústria, destaque para serviços especializados para a fabricação de alimentos (cerca de 17 mil vagas), fabricação de veículos automotores (?2,1 mil) e coleta, tratamento e disposição de resíduos (?1,48 mil).

No comércio, o varejo foi o maior gerador de empregos (?9,43 mil), seguido pelo comércio atacadista (?3,87 mil).

Na construção, obras de infraestrutura responderam por aproximadamente 4,66 mil vagas, enquanto serviços especializados para construção aportaram cerca de 3,9 mil vagas.

REGIÕES

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Desempenho regional:

  • Nordeste: 49.142
  • Sudeste: 39.404
  • Norte: 14.748
  • Sul: 9.949
  • Centro-Oeste: 7.894

A divisão por unidades da federação não foi apresentada no trecho disponível.

Em setembro, 26 estados apresentaram saldo positivo no emprego formal; o Rio Grande do Sul foi o único a fechar o mês com resultado líquido negativo, com demissões superando contratações em 2,9 mil.

Entre os destaques de abertura de vagas, os maiores acréscimos ocorreram em São Paulo (+19,3 mil), Pernambuco (+13,3 mil) e Alagoas (+11,1 mil).

As unidades com os menores saldos de abertura foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro ficou em R$ 2.429,41. Isso representa:

  •     redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  •      aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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